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Pará tem 67% no trabalho informal

Pará, Piauí e Maranhão são as unidades da Federação onde existe a maior proporção de pessoas que sobrevivem em empregos informais. Os dados da Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida dos brasileiros, divulgada nessa sexta, 29 pe

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Pará, Piauí e Maranhão são as unidades da Federação onde existe a maior proporção de pessoas que sobrevivem em empregos informais. Os dados da Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida dos brasileiros, divulgada nessa sexta, 29 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 67,5% da população ocupada no Pará estão na informalidade. Maranhão (74,5%) e Piauí (70,0%) ocupam as duas primeiras posições.

Deste total, a maior parte é formada por mulheres, que recebem em média R$ 632,00 por mês de trabalho, em uma jornada que pode ultrapassar 53 horas de trabalho, quando somados os afazeres domésticos da população feminina paraense.

Na outra ponta, Santa Catarina e Distrito Federal têm a menor proporção de trabalhadores informais, com apenas 26,9% dos trabalhadores sem vínculo formal. Nestes estados, a jornada de trabalho normal (fora os afazeres domésticos) é de 41,8 horas para Santa Catarina e 39,7 para o DF.

Já no Pará, quando considerado apenas o tempo normal, essa média cai para 37,5 horas, ou, uma das menores jornadas semanais do país. As menores jornadas entre as unidades da Federação são em Sergipe (36,4 horas) e Bahia (36,9).

No Pará estavam empregados formalmente em 2012, 3,5 milhão de pessoas acima de 16 anos, sendo que 962 mil estão na Região Metropolitana de Belém. A diferença proporcional entre homens e mulheres empregados formalmente diminui a cada ano, ficando em 33,6% para homens e 30,8 para mulheres, considerando a média de 32,5% da população empregada formalmente.

A informalidade ainda abrange percentual significativo da força de trabalho brasileira (43,1% em 2012). Os jovens de 16 a 24 anos e os idosos de 60 anos ou mais apresentam os maiores percentuais de trabalhadores na informalidade, cujas taxas em 2012 são 46,9% e 70,8%, respectivamente. Entretanto, a redução da informalidade entre os jovens, de 62,1% em 2002 para 46,9% em 2012, foi proporcionalmente superior à queda observada no Brasil (de 55,4% para 43,1%).

Em 2012, um total de nove milhões e 600 mil jovens brasileiros não estudavam nem trabalhavam, ou um em cada cinco jovens, entre 15 e 29 anos A maior parte é constituída de mulheres, muitas delas com filhos. No Pará, chama a atenção a proporção de pessoas nesta faixa de idade desocupadas na Região Metropolitana, um total de 25,2% , a terceira maior incidência, ficando atrás apenas das regiões metropolitanas de Salvador (25,3%) e Recife (26,6%).

Acompanhando a tendência nacional, a maioria dos desocupados paraenses é composta de mulheres. Entre as pessoas de 15 a 17 anos de idade que não estudavam nem trabalhavam, 56,7% não tinham o ensino fundamental completo. Entre as de 18 a 24 anos, 47,4% tinham completado o ensino médio.

O rendimento médio do trabalhador paraense acima de 16 anos, considerando o trabalho formal e o informal, está entre os piores do país: R$ 1.042,00 contra a maior média brasileira, R$ 2.707,00, do Distrito Federal. As mulheres ficam com rendimento abaixo da média, R$ 919,00 contra R$ 1.111,00 dos homens.

No Pará, só 40% cursam universidade pública

Em relação à Educação, o SIS mostrou que, no Brasil, em 10 anos, a taxa de escolarização (percentual de pessoas, por faixa etária, que frequentavam creche ou escola) das crianças de 0 a 3 anos de idade quase dobrou, passando de 11,7% em 2002 para 21,2% em 2012. Entre 4 e 5 anos de idade, a taxa subiu de 56,7% para 78,2%, embora na área rural uma em cada três crianças nessa faixa etária não frequentasse escola. A proporção de jovens entre 18 e 24 anos que estavam na universidade passou de 9,8% para 15,1% no mesmo período.

No Pará, a maior taxa de frequência está entre as faixas etárias de 6 a 14 anos (97,2%) e de 15 a 17 anos (83,7%). A maior parte dos jovens que estavam matriculados no ensino básico em 2012, no Pará, estava em escolas públicas: 90,8% no ensino fundamental, 90,1 no ensino médio. A grande diferença aparece quando é avaliada a proporção de jovens que cursavam o ensino superior: apenas 39,7% estava em escolas públicas e a grande massa, 60,3%, em escolas particulares.

(Diário do Pará)

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