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Copa do Mundo não altera ano letivo no Pará

No que depender do Sindicato dos Professores no Estado do Pará (Sinpro), a realização da Copa do Mundo de 2014, sediada em 12 capitais brasileiras entre junho e julho, não vai resultar em mudanças no calendário letivo. Enquanto vários estados anunciam inc

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No que depender do Sindicato dos Professores no Estado do Pará (Sinpro), a realização da Copa do Mundo de 2014, sediada em 12 capitais brasileiras entre junho e julho, não vai resultar em mudanças no calendário letivo. Enquanto vários estados anunciam inclusive a antecipação das férias para o mês de junho e, consequentemente, antecipação do início das aulas para janeiro - fala-se também em uma possível antecipação da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, porém não há confirmações. A entidade sindical informou que já foi fechado um acordo pela categoria para que as férias ocorram mesmo em julho, sem quaisquer alterações, já que Belém não é cidade-sede de nenhum dos jogos do mundial de futebol.

“Pelo menos na escola onde eu trabalho, as aulas começarão no dia 8 de janeiro, e iniciar em janeiro é algo que acontece há muitos anos. Portanto, não se trata de uma antecipação. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 9394, de 1996, impõe 200 dias, no mínimo, de atividades durante o ano letivo, mas quando começa e termina o período fica a critério das escolas, contanto que sejam respeitados os 30 dias de férias escolares no meio do ano e ainda o recesso de fim de ano para professores e alunos”, detalha Júlio Reis, que atua como diretor acadêmico em um colégio particular de Belém que oferece Ensino Fundamental, Médio e pré-vestibular. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foi contatada pelo DIÁRIO para falar sobre o assunto que envolve a rede pública de ensino, mas não deu retorno - vale lembrar que a greve dos professores que atuam no Estado acabou, depois de quase dois meses de paralisação, há cerca de 20 dias, o que deve atrasar tanto o fechamento do ano letivo de 2013 quanto a reabertura do período 2014.

Ajustes

O diretor acadêmico não entende como viável suspender as aulas em dia de jogo. “É compreensível em cidade-sede, por causa da mobilidade, mas Belém não é sede de partidas oficiais ou de treinamento da seleção, e os jogos acontecem pela parte da tarde”, justifica. “Em relação a uma possível antecipação do Enem, não há nada oficialmente confirmado, e em 2012 foi dito o mesmo em relação ao Enem 2013, de que a prova seria em setembro, e não em outubro, mas isso não aconteceu. Claro que daqui para o meio do ano que vem as coisas podem mudar, mas até agora a expectativa é de que tenhamos um ano normal, tal e qual o de 2013”, analisa.

Marcelo Santos, secretário de Políticas Sindicais do Sinpro-PA, confirma que a configuração do período letivo deve sofrer alterações mínimas e de pouco impacto. “Não existe problema em antecipar o início das aulas ou esticar o calendário, contanto que os 200 dias sejam cumpridos. O que estabelece a Lei Geral da Copa, envolvendo a suspensão das aulas, envolve diretamente as cidades onde serão realizados os jogos, não existe outra opção senão a suspensão das atividades, principalmente por causa do trânsito, dos meios de locomoção. Além disso, o texto faz uma recomendação porque fala em ‘ajustes’, e não entra especificamente na questão das aulas ministradas nesse período”, acrescenta.

Formado em Letras, Bernardo Carmo, de 27 anos, vai tentar o vestibular novamente em 2014 e, para isso, precisará se valer da prova do Enem, já que uma das universidades pretendidas é a Federal do Pará (UFPA), que desde esse ano utiliza o Exame Nacional como único método de acesso à instituição. “Eu só espero que dê tempo de ver todo o conteúdo. Se o Enem for antecipado, a parte boa é que as outras universidades poderão fazer seus vestibulares mais para o fim do ano, para que o processo seja feito com calma. Mas sobre ter aula em dia de jogo da Copa eu acho muito difícil. Nos outros anos, quando o mundial era em outros países, tudo parava, imagina esse ano, que é no Brasil?”, sugere ele, que vai tentar uma vaga em Medicina.

(Diário do Pará)

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