Policiais civis em greve realizaram um ato, na manhã de ontem, na Praça da República, em Belém, na tentativa de sensibilizar a população para a pauta de reivindicações da categoria e pressionar o governo do Estado para que abra uma mesa de negociação. O movimento foi deflagrado no último dia 26 de novembro.
O grupo entregou panfletos e discursou no trio elétrico. Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Estado do Pará (Sindpol/Pa), Rubens Texeira, a manifestação se propôs a informar sobre a dificuldade que a categoria enfrenta de negociar com o governo. “Demos entrada em vários ofícios solicitando o cumprimento de algumas reivindicações. Não somos atendidos”, disse.
Segundo o representante do Sindpol, quem ganha com o cumprimento da pauta é a população, já que melhora o atendimento às demandas e ocorrências. “O trabalhador precisa de segurança e estrutura. Sem isso fica difícil garantir o bom desempenho das funções”, explica Rubens.
PAUTA
Além da progressão por escalonamento, que prevê 5% de aumento por promoção e incorporação do abono salarial de R$ 540, a categoria quer ainda a isonomia de nível médio e superior, melhorias das instalações e alojamentos e banheiros femininos, entre outras reivindicações.
A categoria abarca delegados, escrivães, motoristas e investigadores. Segundo dados do sindicato, Belém e região metropolitana detêm 1.552 servidores, enquanto que pelo interior estão alocados 1.056. A estatística não leva em consideração os 136 delegados que estão lotados na delegacia geral e os que estão afastados do trabalho.
(Diário do Pará)
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