Dona Maria das Neves dá um passo para dentro da BR-316, um caminhão vem a toda velocidade e rapidamente ela volta. A cena se repete diversas vezes antes que ela finalmente consiga atravessar na faixa de pedestres que fica antes da barreira da Polícia Rodoviária Federal na BR, no município de Ananindeua. “Isso é uma falta de respeito. Todos os dias eu preciso ir trabalhar e passo por essa mesma situação”, conta Maria das Neves.
Existe uma passarela um pouco próxima da faixa, pouco mais a frente da Prefeitura de Ananindeua, mas, para Maria, tampouco é uma solução: “Passarela não é vantagem. Eu tenho problema de artrose e não posso subir e descer todos os dias e ainda andar todo esse trecho até meu trabalho”.
No sentido Belém Ananindeua, a faixa de pedestres fica logo depois de um retorno, em frente a uma estrada de acesso para o Aurá. Os motoristas que vêm dessa estrada também não podem mais passar para a pista que vai no sentido de Belém, pois uma mureta de contenção foi colocada no retorno. Um semáforo está instalado, mas não funciona. “É uma vergonha. A gente tem que contar com a boa vontade dos motoristas, que param e nos deixam atravessar. O maior absurdo é que isso está bem no meio da PRF e da Prefeitura de Ananindeua”, explica Milene Monteiro, moradora dos arredores e que atravessa na faixa com frequência.
Quem vê a situação diariamente reclama também do número de acidentes. O senhor Jorge Rocha fala que já viu mortes no local: “Além disso, tem uma escola bem ali”, ressalta.
Outra situação parecida pode ser vista na avenida Claudio Sanders, na esquina com a rua Bom Sossego, no bairro do Distrito Industrial. O local tem grande movimento de carros, e o semáforo que deveria controlar o fluxo de carros também não está funcionando. A reportagem tentou falar com o secretário de Transportes do município, Marco Antônio Machado, e com a Assessoria de Comunicação, mas não conseguiu.
(Diário do Pará)
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