A microrregião de Belém tem a 4ª maior taxa de emigração de pessoas com alta escolaridade do País, entre 2005 e 2010. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (2), na pesquisa “Cidades em movimento: desafios e perspectivas das políticas públicas”, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De acordo com o levantamento, o agrupamento de municípios paraenses só perde, em proporção, para as microrregiões de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A microrregião de Belém exportou 12.336 diplomas universitários e recebeu 9.877, nos cinco anos de referência. Em 2010, no entanto, a probabilidade de emigração de pessoas com ensino superior completo foi de 6,8%, bem mais tímida em relação à identificada no ano de 2000 (10,8%).
No mesmo período, o número de pessoas com baixa escolaridade, ou seja, com ensino fundamental incompleto, que deixaram a Microrregião de Belém foi de 37.258. Entraram na região, sem ensino fundamental, 34.159. Com média escolaridade - fundamental completo ou superior incompleto, emigraram 25.939 e imigraram 19.961.
O estudo aponta também que em 2010, independente da qualificação educacional, o principal local de destino das pessoas que deixam os municípios da Microrregião foi São Paulo ou algum de seus municípios limítrofes. Em segundo lugar está a Microrregião do Rio de Janeiro.
De acordo com o Ipea, Belém tem, aproximadamente, 1 milhão de pessoas que estudam e trabalham. No ano de 2010, 131,3 mil pessoas deixaram o município para estudar ou trabalhar, enquanto 38,6 chegaram pelos mesmos motivos. As migrações justificadas por educação ou trabalho são conhecidas como “movimentos pendulares”.
(DOL)
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