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Iluminação precária de Belém ajuda criminalidade

“Aí é demais. Acontece de tudo”, reclama Raimundo Nonato, 42 anos - 20 dedicados ao trabalho na Central de Abastecimento do Pará. O feirante refere-se à estrada da Ceasa – local de inúmeros registros de crimes. Ele acredita que a precariedade da iluminaçã

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“Aí é demais. Acontece de tudo”, reclama Raimundo Nonato, 42 anos - 20 dedicados ao trabalho na Central de Abastecimento do Pará. O feirante refere-se à estrada da Ceasa – local de inúmeros registros de crimes. Ele acredita que a precariedade da iluminação pública contribui para a incidência de ocorrências. “A gente já tá acostumado (com a escuridão), mas tem tudo o que não presta nessa estrada. Quem não é conhecido ...”, diz. Por precaução, Raimundo sempre vai buscar a família à noite.

Os pontos de escuridão na estrada da Ceasa não são poucos. A precariedade da iluminação pública dá um tom sombrio ao lugar. Onde há menor incidência de luz, as pessoas se aproveitam para despejar lixo. Com os faróis do carro acessos, a estrada já fica escura. Apagados, é quase impossível enxergar a próxima curva.

Já no centro de Belém, no Umarizal, bairro nobre da capital, às proximidades do Hospital Geral de Belém (HGB), do Exército, a estudante Keila Cristina, 16, não se sente segura. “Os policiais só ficam aqui até 22h e os guardas daí (hospital) dizem que não podem sair do plantão para atender ocorrências de assalto. Ela conta que uma vizinha da lanchonete onde trabalha já teve a casa invadida por um ladrão e que só não foi roubada graças à ação do cachorro.

Paradas de ônibus são um dos alvos preferidos para atuação de assaltantes. À espera do coletivo, as pessoas ficam mais suscetíveis de serem vítimas de roubo. No encontro das travessas Conselheiro Furtado e Dr. Moraes, perto do cemitério da Soledade, a iluminação pública não é das melhores. A esperança é que o ônibus passe logo. O temor é ficar sozinho na parada.

Na avenida Tamandaré com a passagem Monte Alegre, os trechos sem iluminação não afastam o repositor comercial Cezar Magalhães, 24, que passeia com o cachorro.

“Não tem muito assalto. É difícil”, conta. Assim que deixa um pouco o local, uma lâmpada do poste queima e deixa a rua mais escura. No bairro da Cremação a iluminação é existente no decorrer da avenida Alcindo Cacela, mas é fraca e não ilumina tanto quanto o necessário. Ao longo da avenida Bernardo Sayão, a situação é a mesma. A iluminação só é maior nos estabelecimentos comerciais e graças às luzes de Natal das residências.

SEURB

A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), órgão responsável pelo controle e manutenção da iluminação pública, mas até o fechamento desta edição a Seurb não enviou resposta à redação do DIÁRIO.

(Diário do Pará)

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