A festividade de Nazaré acabou, mas o clima de Círio voltou com a inscrição da procissão como Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, desde a última quarta-feira. O reconhecimento já era esperado, sendo o Círio uma festa de mais de 200 anos, sempre atraindo fiéis do mundo inteiro. É a quarta manifestação brasileira a fazer parte do rol de registros da Unesco.
Para Célia Gomes, secretária, estava mais do que na hora de reconhecerem o Círio mundialmente. “Estava na hora, pela importância e pela quantidade de pessoas que vêm todos os anos de todos os lugares do mundo para participar da romaria. Acho ainda que o reconhecimento é importante para o Pará”, diz.
A aposentada Eliana Albuquerque, devota há muitos anos de Nossa Senhora de Nazaré, acredita que sempre é tempo de Círio. Ela ainda ontem amarrou uma fitinha de pedidos próximo ao altar da Imagem da Virgem. “O Círio já é de todo mundo, isso tinha que acontecer. Eu sou de Óbidos, mas sempre que posso estou aqui na época do Círio, mas sempre é tempo de vir aqui, peço pelos meus vizinhos, pelos amigos e pelos que mais precisam”, comenta.
Além do Círio, mais 257 manifestações culturais, em todo o mundo recebem o selo da Unesco. Mas foi a romaria paraense a primeira manifestação inscrita no Livro de Registro das Celebrações como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
A Arquidiocese de Belém manifestou alegria pelo reconhecimento do Círio de Nazaré como Patrimônio Cultural da Humanidade e acredita que a ação engrandece cada vez mais a cultura e a fé do paraense. Para o comerciante José Neves, esse é mais um motivo para manter a tradição. “O Círio é parte da vida das famílias paraenses e de muitas outras espalhadas pelo mundo. É bom saber que estão nos vendo e enxergando a importância dessa festa”, conta.
(Diário do Pará)
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