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Vale e Embrapa firmam parceria para capacitação

Capacitar mão de obra técnica para o setor produtivo da palma de óleo e da agricultura familiar é o objetivo do convênio científico de pesquisa e desenvolvimento agropecuários assinado nesta quinta-feira (5) entre as empresas Vale e Embrapa Amazônia Orien

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Capacitar mão de obra técnica para o setor produtivo da palma de óleo e da agricultura familiar é o objetivo do convênio científico de pesquisa e desenvolvimento agropecuários assinado nesta quinta-feira (5) entre as empresas Vale e Embrapa Amazônia Oriental.

Um valor de R$ 500 mil será repassado pela Vale para a reforma do Campo Experimental de Tomé-Açu. O prédio foi fundado pelo governo japonês, em 1974, para assistir aos imigrantes daquele país na região. Na década de 1980, o órgão de pesquisa foi entregue ao Ministério da Agricultura que o repassou para a Embrapa.

Segundo a Embrapa, o prédio de Tomé-Açu passará por um processo de revitalização em toda a sua estrutura. "Serão reformados os laboratórios de pesquisa e as salas de treinamento serão ampliadas e modernizadas; algumas salas serão transformadas em um miniauditório e alojamentos para receber os profissionais. Além disso, faremos melhorias em toda a rede de comunicação do prédio modernizando o serviço de internet e telefonia", explica Adriano Venturieri, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental.

Após a reforma do prédio, prevista para ser concluída em até dois anos, serão realizados diversos cursos de formação técnica para o setor produtivo agrícola, com foco principal no cultivo e produção da palma de óleo. Os cursos serão coordenados pela Embrapa Amazônia Oriental, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).

O diretor de Energia e Institucional da Vale no Pará, João Coral, diz que essa parceria faz parte de um projeto maior desenvolvido pela mineradora em parceria com o setor produtivo.

Tomé-Açu investe no cultivo do dendê

Tomé-Açu é um dos oito municípios localizados na região do Vale do Acará e Baixo Tocantins, no nordeste do Pará, contemplados pelas atividades de plantio de palma e agricultura familiar, desenvolvidas pela Biopalma. Empresa controlada pela Vale, a Biopalma possui cerca de 60 mil hectares plantados com palma na região e outros 90 mil hectares são destinados à reserva legal e à área de preservação permanente.

O plantio de palma, mais conhecido como dendê, é uma das apostas da Vale para suprir a demanda de biodiesel com a utilização de B20 (20% de biodiesel e 80% de diesel comum) na frota de locomotivas, máquinas e equipamentos de mina da empresa no norte do Brasil. A empresa pretende produzir, por meio Biopalma, 540 mil toneladas de óleo de palma em 2019, quando a lavoura atingir a maturidade. Deste total, 70% (referente à parte da Vale no negócio) serão transformados em biodiesel.

(DOL com informações da Vale)

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