Os servidores da Polícia Civil, em greve há 15 dias, prometem realizar uma nova manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Pará (AL), hoje pela manhã, onde acompanharão a votação do projeto de alteração da Lei Orgânica 022 da Polícia Civil do Pará. O ato também é para cobrar apoio das autoridades e pressionar o governo do Estado para que atenda as reivindicações da categoria. Ontem, os trabalhadores se reuniram em frente à Seccional do Guamá, um dos bairros considerados mais violentos, onde fizeram outro ato.
Com o auxilio de um carro-som, eles tentavam esclarecer a comunidade local sobre os motivos da paralisação. Entre as reivindicações dos policiais estão o cumprimento da carga horária de 44 horas semanais, melhores condições de trabalho, pagamento antecipado das diárias, isonomia entre nível médio e superior, gratificação de escolaridade, progressões funcionais e incorporação do abono salarial.
A greve dos policiais começou no dia 26 de novembro. Os delegados de polícia também devem paralisar as atividades a partir do dia 17. “As negociações não avançaram. Praticamente toda a polícia está parada, só o governo que diz que não está. Os números da violência comprovam que a população é quem está sofrendo os prejuízos”, disse José Pimentel, da diretoria do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Pará (Sindpol).
Segundo Pimentel, em novembro foram registrados apenas 1.975 Termos Circunstanciado de Ocorrência (TCO), enquanto que em outubro este número ficou em 2.249. “A diferença aconteceu por causa da greve. Metade destas 1.975 denúncias é referente a roubos e furtos e que foram registrados na Delegacia Virtual, que não gera procedimento policial, como uma investigação”, ressaltou.
Em nota a Sead diz que o governo, em quase três anos, “promoveu um aumento equivalente a 42%, que representa 22% acima da inflação do período, dando um salto de R$ 2,7 mil para R$ 3,9 mil, elencando a remuneração da categoria na quarta melhor posição do país”.
Acrescentou que houve “reajustes na remuneração, elevação no valor da gratificação de risco de vida, no valor do abono extraordinário, reajuste no valor dos plantões e no auxílio alimentação, ainda encaminhou, conforme a pauta de reivindicação atual, o projeto de lei que assegura a gratificação de escolaridade aos policiais que possuem nível superior e garante o benefício para os que adquirirem a escolaridade ao longo da carreira”.
(Diário do Pará)
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