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Jovens também correm riscos de infarto

Fumante, estressado, mal alimentado e sedentário. Os jovens entre 20 e 30 anos que apresentam essas características de vida típicas da contemporaneidade precisam ter cuidado, pois o risco de infarto agudo no miocárdio é muito maior. O alerta é feito pelo

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Fumante, estressado, mal alimentado e sedentário. Os jovens entre 20 e 30 anos que apresentam essas características de vida típicas da contemporaneidade precisam ter cuidado, pois o risco de infarto agudo no miocárdio é muito maior. O alerta é feito pelo médico cardiologista paraense Luiz Bezerra. Não há no país uma estatística consolidada sobre esses casos, mas em São Paulo, por exemplo, eles já fazem parte da rotina dos maiores serviços de emergência e representam 13% dos atendidos.

De acordo com o médico, o jovem está abraçando responsabilidades cada vez mais cedo, e com isso vem o stress. “Assim iniciam os hábitos nada saudáveis, comem mais gorduras, se tornam sedentários, alguns começam a fumar. E esses jovens correm inclusive risco ao se exercitar, se não fizerem uma avaliação física séria”, explica.

O infarto agudo do miocárdio, popularmente chamado de infarto ou ataque cardíaco, é a interrupção na passagem de sangue para o coração, o que causa a morte das células cardíacas. Quando já existem casos de infarto na família, alerta Bezerra, o cuidado precisa ser redobrado. “Há fatores que podem influenciar, portanto é preciso ficar atento para essas informações. Depois de um infarto, a vida de um jovem não volta a ser a mesma”, diz.

Entre as principais causas do infarto, o médico aponta o acúmulo de placas de gordura no interior das artérias que levam sangue para o coração. Elas podem surgir em pacientes predispostos geneticamente. A hipertensão, a diabetes, o colesterol alto, o fumo, o excesso de peso e a má alimentação, são alguns fatores que facilitam a formação dessas placas.

Há 05 meses, Cássio Meireles, 27 anos, foi experimentar uma calça e percebeu que ela já não fechava na cintura e as camisas pareciam ter encolhido. Ao se pesar, a má notícia: havia ganhado alguns quilos. “Na mesma semana vim correr aqui na Praça Batista Campos. Pelo menos quatro vezes por semana passo em média uma hora correndo. Mudei meus hábitos e to me sentindo melhor”, explicou.

Mas para quem acredita que praticar atividade física pode excluir do grupo de risco, Luiz Bezerra faz um alerta. “Muitos jovens malham, se exercitam, até mesmo atletas, sem acompanhamento médico e ainda utilizam suplementos com a substância chamada efedrina, que aumenta o risco de infarto agudo no miocárdio”, comentou.

O barman Diego Nazareno, 27 anos, não tem tempo para se alimentar direito, a vida corrida não lhe permite ter hábitos muito saudáveis, mas sempre encontra tempo para caminhar, correr e exercitar os músculos. “O resultado disso é que ora estou gordo, ora mais magro. Sei que isso é preocupante, mas é difícil lidar com o cotidiano”, lamentou.

(Diário do Pará)

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