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STJD julga hoje o recurso bicolor

O que já está ruim pode piorar ainda mais para o Paysandu. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julga, hoje, recurso do Papão, no qual o clube pede a redução da pena aplicada pela 3ª Comissão Disciplinar do órgão pelos incidentes registrados n

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O que já está ruim pode piorar ainda mais para o Paysandu. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julga, hoje, recurso do Papão, no qual o clube pede a redução da pena aplicada pela 3ª Comissão Disciplinar do órgão pelos incidentes registrados no jogo contra o Avaí-SC, na Curuzu, valendo pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O time bicolor foi punido com a perda do mando de seis jogos em competições nacionais e mais R$ 80 mil de multa pecuniária. Ocorre que a procuradoria do STJD achou a pena branda para a gravidade do caso e, por intermédio do procurador Rafael Fioravante Vanvine, pediu que ela seja mais rígida, com o aumento da perda do mando de campo.

O recurso bicolor será defendido pelo advogado Osvaldo Sestário, contratado pelo clube no Rio de Janeiro. Procurado para falar sobre o julgamento, o advogado Alberto Maia, diretor jurídico do Papão, não foi localizado, ontem, pela reportagem. É possível que Maia ou outro advogado do clube tenha viajado pela madrugada para atuar ao lado de Sestário no caso. A pena aplicada ao Paysandu já deveria ser aplicada na partida contra o Bragantino-SP, o último do time alviazul em Belém pela Segundona deste ano. Mas, os advogados do clube conseguiram efeito suspensivo para a punição, o que permitiu a realização do jogo no Mangueirão.

O Paysandu foi julgado por conta dos incidentes que aconteceram na partida contra o Avaí, no dia 18 de outubro, na Curuzu. Na ocasião, após o time sofrer o segundo gol do adversário, integrantes de uma facção organizada passaram à atirar objetos para dentro do gramado, inclusive três bombas de fabricação caseira, enquanto outros torcedores, do mesmo grupo, hostilizavam o banco de reservas do time visitante. Alguns integrantes da organizada ainda chegaram a ameaçar de invadir o gramado. Sem um contingente policial capaz de colocar ordem no estádio, o árbitro carioca Grazianni Maciel Rocha, após conversar com o chefe do policiamento, resolveu encerrar a partida aos 37 minutos do segundo tempo, quando o Avaí vencia por 2 a 0.

(Diário do Pará)

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