Seja um passeio, uma viagem ou mesmo as idas e vindas da rotina casa-trabalho, o combustível é um fator que acaba preocupando o trabalhador brasileiro que utiliza o seu automóvel para realizar todas essas tarefas. Sem uma breve programação sobre onde abastecer o carro, isso pode acabar pesando consideravelmente no bolso. E o que é pior, sem que percebamos o óbvio. O quase imperceptível motivo de gastarmos muito ou pouco com combustível está “escondido” nas frações.
É o que mostram dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que expõem exemplos dessa variação de valores. O resultado da pesquisa mostrou que a consulta minuciosa aos postos com valores mais em conta, ainda é a melhor saída. Pois, alguns deles, mesmo localizados bem próximo ao outro, acaba diferindo na tabela de preços.
O DIÁRIO percorreu alguns postos da capital e pôde constatar essa oscilação. Em dois deles, localizados frente a frente em uma Avenida movimentada de Belém, por exemplo, o litro da gasolina em um custa R$ 3,05 o litro, enquanto no outro custa R$ 3,12. O etanol que custa R$ 2,61 em um posto pode valer R$ 2,59 em outro. O diesel é o único que estava com valores iguais, custando R$ 2,69.
Em mais dois postos, com distância de um quarteirão do outro, os preços também estão variando. Mas dessa vez a diferença já é maior, o que leva a entender que o motorista que não se preocupa em pesquisar não pode então fazer essa comparação - se não estiver disposto a procurar outro posto. O litro da gasolina achada a R$ 3,17 no primeiro custa R$ 2,92 no segundo. O etanol achado a R$ 2,58 pode custar R$ 2,49 em outro. O diesel, por sua vez, vale R$ 2,75 e R$ 2,69 nestes postos, respectivamente.
Conversando com motoristas que paravam para abastecer, também vêm à tona outros motivos para a escolha de postos - e não se trata dos preços.
É o caso do bancário Jomário Soares, que abastecia o seu veículo em um posto na Humaitá. “Eu até pesquiso preços, mas preciso abastecer nesse aqui, pois ele é um dos que aceitam os tickets da empresa. Nem todos aceitam”, explicou a preferência.
Já o professor André Luiz justifica que apesar de achar importante a pesquisa pelos valores, ele prefere ir pela credibilidade do posto.
“Hoje em dia com tantas denúncias sobre combustíveis alterados, eu prefiro ir ao mais confiável do que nos mais baratos”.
(Diário do Pará)
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