Sem que os prejuízos tenham sido exclusividade do ponto turístico, as várias árvores caídas na Praça Frei Caetano Brandão, em frente à Catedral Metropolitana de Belém, também denunciavam a passagem da ventania pelo local. Ainda acompanhando o recolhimento das mangueiras centenárias caídas, os vendedores de coco do local ainda comentavam os momentos de agonia vivenciados na tarde anterior.
“Todo dia chove, mas ontem (quinta-feira) foi além de tudo. Foi um vento tão forte que a barraca do rapaz tombou, ele ficou debaixo da árvore, mas conseguiu correr. Caiu essa e depois já foi caindo outra árvore. Foi uma atrás da outra”, lembra a autônoma Maria Lopes. “A gente ficou aqui sustentando a nossa barraca pra ver se não caía também. Foi uma agonia. Ainda não tinha visto um vento desse jeito, mas graças à Deus não teve nenhuma vítima”.
Também em nota, a Secretaria de Estado de Cultura (Secul) anunciou que Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Corveta Museu Solimões, Museu do Forte do Presépio e Museu de Arte Sacra, Museu do Círio, Museu da Imagem e do Som e Museu Histórico do Estado do Pará. que compreendem o Complexo Feliz Lusitânia, permanecem fechados até a próxima segunda-feira (16). De acordo com a diretora do Sistema Integrado de Museus (SIM), Carmen Cal, o vendaval acabou causando alguns prejuízos, especialmente pela falta de energia elétrica, impossibilitando a visitação pública.
No dia 17, todos esses espaços voltam a funcionar nos horários normais.
(Diário do Pará)
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