A situação da saúde em Belém têm gerado uma série de polêmicas nos últimos meses, entre paralisações, denúncias de condições insuficientes de trabalho, falta de medicamentos e profissionais e até greves de servidores. A mais recente é a saída do diretor do Pronto Socorro Municipal (PSM) Mário Pinotti, na travessa 14 de Março, após denúncias sobre a precariedade do local. Entretanto, a Associação dos Servidores da Saúde de Belém afirma que a medida ainda não é a solução.
Segundo Rosana Oliveira, presidente da associação, o afastamento do diretor, José Maria Gonçalves, foi positivo, mas ainda falta muito a ser feito. “A exoneração do José Maria foi um grande presente de Natal para toda a população de Belém, mas ainda não resolve muitos problemas do PSM”, afirmou. “Os males vão além da falta de medicamentos e profissionais, são estruturais. O grande problema é a gestão municipal”.
Mesmo sendo favorável à saída de José Maria, Rosana não vê com positividade a indicação do auditor Sérgio Amorim Figueiredo para a direção interina do hospital. “A verdade é que ele foi colocado por que não há outra opção. Ninguém quer assumir, por que é impossível fazer uma gestão séria do local. São muitos problemas que o diretor não tem autonomia para gerir. A mudança deve melhorar a relação da direção com o servidor, mas ainda há outros problemas”.
Rosana afirma que as condições estruturais do PSM são as principais deficiências do local. “Rede elétrica, estrutural, hidráulica e sanitária estão completamente sucateadas. Na última semana, uma chuva provocou um alagamento que fez com que as caixas sanitárias dos banheiros transbordassem, inundando a clínica com água infectada por fezes. O prédio está condenado”.
A presidente da associação afirma que irá analisar hoje um relatório feito por uma equipe do Ministério Público do Estado sobre uma visita técnica feita no PSM na última semana. Ela ainda afirma que na terça-feira (17), deverá ir até a Assembleia Legislativa para pedir apoio dos parlamentares para uma reforma no local.
“Fomos informados de que a prefeitura pretende continuar utilizando o espaço do PSM após a compra do novo hospital. Queremos que os parlamentares façam uma visita comprovando que os servidores podem ser remanejados totalmente para o novo prédio, enquanto o antigo é interditado para reforma. O PSM não possui condições de funcionamento”, concluiu Rosana.
O DOL entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) por e-mail e aguarda resposta.
(Gustavo Dutra/DOL)
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