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Policiais ameaçam radicalizar greve

No fim da tarde de ontem, policiais civis fizeram ato em frente à Seccional Urbana de São Brás. Às 17h, na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil (Sindpol- PA) reunia co

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No fim da tarde de ontem, policiais civis fizeram ato em frente à Seccional Urbana de São Brás. Às 17h, na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil (Sindpol- PA) reunia com o secretário de Segurança, Luiz Fernandes. A categoria, insatisfeita com acordo isolado que beneficiou somente os delegados, reiterou o pedido de implantação do abono salarial no valor de R$ 540.

“Deram 20% de aumento real para os delegados e não atenderam o restante da categoria. Se deram para os delegados, por que não dar para todos?”, questiona o vice-presidente do Sindpol, Gibson Silveira. Na segunda- feira (16), os delegados aceitaram a proposta de escalonamento salarial, que deve dobrar a remuneração até 2018.

Enquanto isso, os demais servidores reivindicam um abono antigo, já repassado a outros órgãos e secretarias do Estado. “É um abono que foi instituído desde 1997, pelo Almir Gabriel. Ano passado, foi estendido a várias categorias e só a Polícia Civil e o IML (Instituto Médico Legal) não receberam”, defende. O abono deve contemplar investigadores, escrivães, papiloscopistas e auxiliares técnicos de perícia.

A categoria deve esperar posicionamento do governo do Estado até as 12h de hoje. Caso a sinalização de acordo não aconteça, o sindicato ameaça radicalizar. “Se não atenderem as nossas reivindicações, vamos recomendar aos colegas do interior que não façam a custódia de presos, uma vez que este trabalho cabe aos agentes penitenciários”, antecipa Silveira.

De acordo com ele, 23 chefes de operações estão dispostos a abrir mão do DAS (Direção de Assessoramento Superior), que caracteriza o cargo de chefia.

Atendimento

Ontem não houve atendimento de flagrante na Seccional Urbana de São Brás, que funciona como Central de Flagrantes. Sem escrivão, o delegado de plantão anunciava que os registros seriam encaminhados para outros locais. Hoje, o sindicato antecipa que também não será realizado nenhum tipo de flagrante na seccional. O Sindpol reitera que sempre esteve aberto ao diálogo.

Por telefone, o presidente da entidade sindical Rubens Teixeira informou que estava no interior do Estado, onde a categoria também começa a se manifestar em favor da greve. “Se na capital a situação é crítica, imagine nestas cidades onde não há infraestrutura necessária”, afirma. A greve da Polícia Civil completa, hoje, 23 dias

A reportagem entrou em contato com as assessorias das secretarias de Estado de Administração (Sead) e de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) para saber o andamento das negociações, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.

Reivindicações

Os trabalhadores querem o abono salarial de R$ 540,00 no vencimento-base, melhorias das condições de trabalho nas delegacias e seccionais, o pagamento de gratificação de 80% a título de nível superior para todos os policiais civis, além do cumprimento da carga horária de trabalho de 44 horas semanais, conforme a jornada definida em lei, que é de um dia de trabalho por três dias de folga.

(Diário do Pará)

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