Cinco assaltos sofridos nos últimos meses tornaram a escola Cidade de Emaús, no bairro do Bengui, uma das mais perigosas para a integridade de professores e alunos, mas a solução encontrada inicialmente pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), de remanejar alunos para outra escola no mesmo bairro, desagradou aos pais dos estudantes matriculados.
Em reunião com a diretoria do colégio, a Seduc voltou atrás. As obras para melhorar a segurança da Cidade de Emaús ocorrerão sem que seja preciso alterar a rotina de funcionários e alunos.
“Pedimos o conserto do muro e colocação de arame. Prometeram que irão fazer a obra”, disse o diretor João Faustino em reunião com os pais dos estudantes ontem a tarde no Bengui. Faustino afirmou que em relação a câmera e sistema de alarme a Seduc disse ser preciso licitação, o que impossibilitará resolver o problema brevemente.
“Disseram pra gente que os alunos iriam para a escola Maria Luísa. Lá também não tem condições, tem violência e alguns alunos daqui são marcados lá. Teria briga e até morte”, disse a mãe de um estudante do Emaús.
Segundo a coordenadora do Conselho Escolar, Elisângela Oliveira, o prédio onde funciona o colégio é alugado. Isso poderia influenciar na ideia de fechamento do Cidade de Emaús, possibilidade que chegou a ser cogitada. A reação dos pais dos alunos mudou o destino da escola. “O entorno é violento”, diz Elisângela Oliveira. “Já chegaram assaltantes com armas aqui e já houve arrombamentos também”, diz.
Por exigência dos pais de alunos a Polícia Militar passou a fazer policiamento ostensivo no interior da escola. “Além disso, colocamos uma empresa de vigilância armada, que fica de 22h até às 7h. Isso possibilitou que as aulas retornassem normalmente”, diz o coordenador de Ensino Fundamental da Seduc, Miguel Queiroz.
A escola Cidade de Emaús tem trinta anos de existência, comemorados em agosto de 2012. Funciona em regime integral para ensino fundamental e médio. Também tem educação de jovens e adultos (EJA) no período noturno. São aproximadamente 900 estudantes, 50 professores e cinco técnicos.
(Diário do Pará)
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