No dia 25 de dezembro, pessoas em diversos cantos do mundo comemoram o Natal e celebram o nascimento de Jesus Cristo. Enquanto no Brasil, a data remete a decorações luminosas, troca de presentes e mesa farta, herdada de costumes europeus, em outros lugares encontra sentidos diferentes.
Na Amazônia, os povos indígenas não possuem celebrações natalinas, mas passaram a festejar a data após a cristianização destes povos, ainda no período colonial brasileiro. O antropólogo Romero Ximenes, da Universidade Federal do Pará (UFPA), conta que para grande parte das aldeias, especialmente nas que ainda se mantêm isoladas ou mais ligadas á cultura tradicional, o Natal não têm significado.
É o que acontece com algumas tribos na região da Transamazônica e no município de Óbidos. Porém, entre as que possuem maior influência com a cultura portuguesa houve uma adaptação e mistura dos costumes. “Eles rezam, leem a Bíblia e cantam músicas natalinas na sua própria língua. Além de celebram uma missa substituindo a hóstia pela tapioca”, revela.
Já as comunidades quilombolas da região celebram o natal da maneira tradicional cristã, mas várias participam de programações de Natal que incluem atividades comuns à cultura africana.
O professor Assunção Amaral, do campus de Castanhal, comenta sobre o Programa Universidade no Quilombo, que há três anos promove atividades na época do Natal. “Trabalhamos com comunidades quilombolas próximas a Castanhal. Este ano, mais de 120 crianças participarão de atividades como dança, capoeira e outras dinâmicas, e encerramos com um grande festejo natalino tradicionalmente cristão”.
Enquanto, grande parte das pessoas que praticam a religiosidade afro-brasileira celebra o natal normalmente, no continente africano o cenário é diferente. A data é pouco lembrada ou divulgada. “Grande parte da população segue a religião mulçumana, por isso, o Natal não é muito propagado”, explica Marilu Campelo, pesquisadora do tema na UFPA.
(DOL com informações da UFPA)
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