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Planejar é o ideal para evitar dívidas em 2014

Janeiro ainda nem começou, mas muitos trabalhadores já estão preocupados com as dívidas acumuladas para o novo ano e como desafogar o bolso das faturas que levam boa parte do salário: o boleto do IPTU, IPVA, matrícula dos filhos na escola e mais a compra

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Janeiro ainda nem começou, mas muitos trabalhadores já estão preocupados com as dívidas acumuladas para o novo ano e como desafogar o bolso das faturas que levam boa parte do salário: o boleto do IPTU, IPVA, matrícula dos filhos na escola e mais a compra de material escolar.

Os especialistas recomendam planejar o orçamento a fim de evitar as dívidas e ainda poupar um valor que vai render para o final do ano. Para economistas muitas dívidas são resultados da má gestão do orçamento financeiro.

Para o conselheiro do Conselho Regional de Economia do Pará (Corecon-PA), Antônio Ximenes, a saída pode ser mais simples do que se imagina, basta criar uma tabela de gastos e exercitar uma nova educação financeira.

“Há quem diga que fortuna não se faz com o quanto se ganha, mas com o quanto se deixa de gastar”, diz Ximenes quando o assunto é planejar o orçamento familiar. Afinal, passar o mês sem se preocupar com a falta de dinheiro no final dele é o que todos querem.

GASTOS

Para isso é preciso colocar na ponta do lápis todos os gastos fixos do mês. Neles estão inclusos os custos com habitação, transporte, alimentação, educação, saúde, higiene e limpeza – isto sem falar, das contas de energia, telefone e internet. Feito os cálculos, o trabalhador deve ter ciência das suas reais necessidade a fim de enxugar as contas de custo fixo.

Segundo o economista, a renda familiar não pode ter comprometida mais que 30% com o pagamento de impostos e faturas. “Esta recomendação é válida para a classe de renda que se encontra acima da linha da pobreza porque, para quem está abaixo dela, só resta mesmo criarmos oportunidade para que saiam de lá”, comentou o economista.

Ximenes ressalta que comprar o material escolar no cartão pode não ser uma boa opção. “Deve-se fazer um exercício de humildade e ver no seu círculo de amizades, se o filho de algum amigo não passou para um ano mais adiantado do que o seu vai cursar e comprar ou tomar de empréstimo o material usado, até que a situação melhore e o pai sacrificado possa comprar, sem muito sufoco”, recomenda.

Do mesmo princípio parte o economista João Pereira, que destaca que este é um período no qual os chefes de família precisam fazer um diagnóstico de tudo o que estão devendo para poder saber quanto poderão gastar, guardar e investir. E mais que isso, é importante evitar que se faça empréstimo a juros muito altos.

>> Recomendações para evitar dívidas

- Somar os custos fixos e fazer o orçamento

Neste passo, a pessoa verifica quais são as contas que paga todo mês. Em seguida, saber quanto lhe sobra para outras despesas, como o lazer e economizar para se precaver de imprevistos.

São considerados custos fixos as contas de água, luz, telefone, internet, Plano de Saúde, escola e cursos, fatura do cartão de crédito (que tem limite), condomínio, aluguel, cartões de lojas, seguro, IPTU, TV por Assinatura, entre outros.

- Conhecer a sua real necessidade

Nesta parte, o trabalhador se pergunta se ele realmente precisa comprar aquele produto ou aderir aquele determinado tipo de serviço. É importante não gastar uma quantia muito grande de sua renda com extravagâncias.

- Ter ciência da melhor negociação

Aqui, o consumidor tem que ficar atento e não dar um passo maior que as próprias pernas. É importante ele saber que quanto maior for o número de parcelas, maior serão os juros. Nem sempre comprar no cartão de crédito é uma boa pedida. Se não for urgente, sai mais em conta guardar o dinheiro e juntar para comprar a vista.

Se as parcelas forem altas demais, faça-as em menor quantidade para evitar ficar com a dívida por muito tempo e ela se torne um custo fixo.

- Cuidado com empréstimos!

Recorrer a empréstimos é um risco e depende de cada situação. Vale ressaltar que um empréstimo para pagar dívidas pode se resumir a máxima popular de “tapar uns buracos e cair em outros”.

(Diário do Pará)

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