Leidilucy Ferreira Brito tem 29 anos de idade e é servidora pública no município de Castanhal. No dia 19 de julho deste ano, ela entrou no Hospital Ophir Loyola, já diagnosticada com leucemia e até agora ainda não recebeu uma segunda dose do medicamento necessário para a quimioterapia.
O remédio que ela deve tomar é o Vesanoid, mais conhecido como Atra.
“Minha médica solicitou a compra ao hospital. Na minha primeira sessão de quimioterapia eu ainda tomei o remédio, depois fui saber que só tinha por que havia sobrado do frasco de outra paciente que faleceu”, explica Leidilucy.
Ela chegou a fazer uma segunda sessão de quimioterapia em setembro, mas sem o medicamento. No dia 1º de outubro recebeu alta do hospital. Em 23 de novembro foi chamada de volta ao Ophir Loyola para mais uma sessão. “O que eu sei é que quando o paciente é internado, imediatamente o hospital precisa comprar o medicamento”, informa a paciente, que divulgou a situação em todos os meios de comunicação e redes sociais.
A divulgação foi tanta que chegou à página do Governo do Estado, e o governador Simão Jatene foi informado da situação de Leidilucy, de acordo com ela. “Ele mandou a Secretária Adjunta de Saúde do Estado aqui, a Heloísa Guimarães. Fui informada de que haveria uma compra emergencial para que o remédio chegasse”.
Para Leidilucy, o maior problema é se sentir ocupando leito. “O medicamento não chega e eu não dou espaço para outras pessoas serem atendidas”. Ela acreditava que passaria o ano-novo no hospital, assim como passou o Natal. “Aí fico sem soro, sem receber nada, e sem receber alta. É absurdo”.
Descoberta
Leidilucy descobriu que tinha leucemia quando foi doar sangue a um paciente com a mesma doença e, segundo o tratamento, ela deve precisar do Atra por dois anos.
O caso também foi levado por ela ao Ministério Público do Estado (MPE). De acordo com a assessoria do Hospital Ophir Loyola, o remédio Vesanoid (Atra) já se encontra no hospital e a paciente foi acionada para saber que o medicamento seria ministrado ainda na tarde de sexta-feira.
Procurada pelo DIÁRIO, a paciente confirmou que a medicação já estava na farmácia do Ophir Loyola, adquirida, segundo ela, via Hospital Regional de Santarém.
(Diário do Pará)
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