Bem diferente de Belém, a ilha de Mosqueiro acordou bem disposta. O sol firme que apareceu logo cedo para dar boas vindas ao novo ano animou quem resolveu passar o Réveillon na Bucólica.
Às 5h da manhã já era intenso o movimento de pessoas em busca do tradicional café da manhã regado a tapioquinha da Vila. Vendedora há 40 anos, dona Francisca Silva, 51, comemorava o movimento intenso. Era tanto freguês que ela mal tinha tempo de dar entrevista. “Não estamos parando. Graças a Deus, o ano tá começando bem pra gente”, afirmou a tapioqueira que também serviu bastante café amargo. “Pra quem chega de ressaca, essa é a receita”, ensina.
“Estamos amanhecidos. Réveillon de verdade tem que ser assim. Dormir é para os fracos, então a gente vem pra cá, toma esse café reforçado e não para. Segue na animação pra garantir um ano daqueles”, disse o comerciário André Rios, 28.
Com a maré alta logo nas primeiras horas da manhã, muita gente também optou por colocar o pé na areia bem cedo. Crianças, idosos, jovens, gente de todas a idades aproveitava a água doce da ilha para começar bem o 2014. “É tradição da família. Temos uma casa de veraneio aqui e sempre nos reunimos para passar a virada do ano na ilha”, explicou a matriarca da família Maia, dona Liege Maia, que levou para a ilha boa parte dos parentes, cerca de 30 pessoas. “Pra gente é uma diversão. Adoramos os fogos e praia. Chegamos na segunda e quem não trabalha deve esticar até o sábado”, completou a filha, a professora Kátia Maia.
O casal Eveling Furtado, 18, e Wellington Jhonatan Souza, 20, também escolheram a ilha para aguardar a chegada do novo ano. Aproveitando o sol para colocar o bronzeado em dia, a vendedora curtia o marido e fazia planos. “Espero que 2014 seja um ano de realizações. Planejo trabalhar bastante para poder garantir um ano de vitórias”.
Mas também teve gente que virou o ano em Belém e optou por aproveitar Mosqueiro apenas ontem. Foi o caso da feirante Maria Raimunda Braz, que saiu da Sacramenta em um ônibus fretado para aproveitar todo o dia na ilha. “Trouxemos seis crianças. O mais velho com oito e o mais novo com dois. O dia é pra ficar de olhos neles. A diversão é tomando banho”, explicava Raimunda, acompanhando de perto a meninada. “Não dá pra desgrudar, são todos meus sobrinhos, mas sabe como é criança. Se a gente relaxa um minuto sei lá pode acontecer qualquer coisa”, precavia-se.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar