A programação oficial da Prefeitura Municipal de Bragança se deteve ao Largo de São Benedito, à orla do rio Caeté, onde famílias assistiram ao show pirotécnico e apresentação musical de artistas bragantinos, durante a virada do ano, entretanto, mesmo contando somente com seus próprios atrativos, Ajuruteua foi a opção principal dos moradores e visitantes do município, durante o Réveillon.
O movimento de veículos indo da cidade de Bragança para Ajuruteua começou desde a manhã do dia 31 e se intensificou no final da tarde, quando também iniciaram os preparativos nas casas de praia, onde as festas começaram a partir do pôr do sol.
Durante toda a noite o vai e vem na estrada que liga a praia à cidade repetiu a média dos anos anteriores, segundo o Demutran (Departamento Municipal de Trânsito de Bragança), informou o agente AdamSilva, um dos empenhados em garantir que os veículos não entrassem na areia da praia, o que não é permitido em Ajuruteua desde julho de 2013. “Felizmente conseguimos administrar essa determinação judicial, que tanto agradou às famílias bragantinas, mesmo tendo que enfrentar a resistência principalmente de proprietários das chamadas carretinhas sonoras, e esse resultado nos deixa muito satisfeitos, pois, conseguimos manter esta postura que faz muita diferença e que para nós é muito importante. A invasão de espaço alheio com uma enorme massa sonora tem sido motivo de muitas reclamações em todo o estado”, revelou o guarda.
O taxista Leonardo Oliveira, que discorda totalmente da medida, faz parte dos que defendem o direito de desfrutar de uma manifestação cultural que, segundo ele, merece ser respeitada. “As leis nas praias devem ser adequadas à realidade de cada Estado, uma vez que as leis são feitas a partir dos costumes das sociedades. Se fizessem uma pesquisa para saber quem preferia música na areia, tenho certeza que ganharíamos disparados”, opinou o motorista.
(Diário do Pará)
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