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Município está entregue ao caos

Depois de ficar sem o 13° salário e de ver suspensos os serviços de coleta de lixo e manutenção de rede de distribuição de água, a população de Mocajuba, no Baixo Tocantins, agora está assustada por conta de dois homicídios chocantes que marcaram a última

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Depois de ficar sem o 13° salário e de ver suspensos os serviços de coleta de lixo e manutenção de rede de distribuição de água, a população de Mocajuba, no Baixo Tocantins, agora está assustada por conta de dois homicídios chocantes que marcaram a última semana do ano. Em um deles, a vítima foi degolada; no outro, foi morta dentro do hospital, cujo diretor, assim como outros ocupantes de cargos em comissão, entregou o lugar.

A insegurança em Mocajuba é uma das consequências mais graves de um embate político que já chegou à Justiça, provocou o afastamento do prefeito Rosiel Costa (PSD) e levou ao colapso os serviços públicos. O vice-prefeito José Antônio Castro, que assumiu interinamente, recusa-se a pagar servidores, fornecedores e prestadores de serviços, alegando que há ilegalidades a serem investigadas nesses procedimentos.

Independente de quem tem razão na queda de braço, o fato é que essa briga faz mal aos cidadãos. Sem pagamento, a empresa que dá manutenção ao sistema de abastecimento de água parou de trabalhar e o líquido sumiu das torneiras. A coleta de lixo também foi suspensa e a cidade está imunda. O carro usado pelo Conselho Tutelar não sai do lugar por falta de combustível. O comércio está à
míngua.

O afastamento de Rosiel também afetou o funcionamento da máquina administrativa. Em protesto contra a decisão, a maioria dos servidores que exercem cargos de confiança pediu demissão, inviabilizando a rotina das secretarias. Um deles foi o diretor do hospital, Rosalvo Sacramento. Ele afirma que os médicos vão mesmo pedir exoneração coletiva caso os salários atrasados não sejam pagos até o fim deste mês.

O prefeito afastado garante que deixou em caixa R$ 2 milhões. “Não vejo por que os salários estejam atrasados e os fornecedores não sejam pagos. Essa turma tomou de assalto a prefeitura”, acusa.

PROCESSOS

Rosiel também diz que o vice-prefeito José Antônio Castro, além de descumprir compromissos de pagamentos, nomeou vários parentes e chamou para cargos de confiança pessoas indicadas pelos vereadores denunciantes e que respondem processos por embaraços em administrações anteriores.

“É o caso do Sr. Benjamin, o ‘Beijo’, que foi tesoureiro na administração passada, de 2005 a 2008, teve as contas rejeitadas e ainda é investigado pelo Ministério Público Federal”, acusa. Benjamin é tio do vereador Nil Vasconcelos, PSD, principal adversário de Rosiel e autor da maioria das denúncias que levaram ao afastamento.

(Diário do Pará)

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