Para muito além do artesanato, da gastronomia típica, das folclóricas vendedoras de ervas, dos artistas de rua e embarcações que atraem turistas, o complexo do Ver-o-Peso - a maior feira livre da América Latina - está dando abrigo cada vez maior a uma rotina nada atraente: a insegurança. Reflexo disso foi um homicídio registrado na última quarta (8), fato noticiado pelo DIÁRIO que assustou feirantes e turistas. Eles denunciam: já são mais que comuns roubos e furtos no local, consequência do pouco efetivo de segurança escalado para combater a situação.
Apesar de existir uma Unidade Móvel da Polícia Militar (PM) no local, Guarda Municipal e até seguranças particulares, contratados pelos feirantes, autônomos afirmam que o serviço de ronda é falho, situação favorável à ação dos criminosos. “Os ladrões se aproveitam da ausência da segurança para sair puxando carteira, relógio e cordão, fazer assalto a mão armada. Tem policial aqui, mas andam pouco pela feira, ficam mais parados nos postos deles, o que é oportunidade para os bandidos agirem”, critica Iracema Andrade, vendedora de comida.
“O Ver-O-Peso está abandonado. A prefeitura faz o maior anúncio que o Ver-O-Peso é o principal ponto turístico de Belém, mas isso é só conversa. É problema em tudo, principalmente em segurança. Acontece tanta coisa aqui que tenho até medo que um dia os turistas não visitem mais a feira”, declara Shirley Moura, 32 anos, feirante.
Um só soldado
A equipe do DIÁRIO foi até a Unidade Móvel da PM no Ver-o-Peso para saber como é feito o trabalho de ronda para combater a violência na feira, mas encontramos apenas um soldado.
Ele afirmou que a PM atua com duas viaturas com seis policiais, além de dois PMs do moto-patrulhamento e três policiais em bicicletas no local. Mas, de acordo com os feirantes, isso não é suficiente para promover a segurança dos trabalhadores e frequentadores da feira.
(Diário do Pará)
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