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Vista por turistas, Belém é mais bonita

Acostumado a percorrer vários estados brasileiros, o casal de turistas Paula Louzada e Aelson de Oliveira viram na capital paraense a força ainda não encontrada. Do centro carregado pela rotina frenética de muitos belenenses, a professora e o técnico de e

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Acostumado a percorrer vários estados brasileiros, o casal de turistas Paula Louzada e Aelson de Oliveira viram na capital paraense a força ainda não encontrada. Do centro carregado pela rotina frenética de muitos belenenses, a professora e o técnico de eletricidade captaram o jeito e os cheiros que fazem a Belém que hoje completa 398 anos.

Ainda que os problemas estruturais da cidade não deixem de sobressair em meio às riquezas culturais, gastronômicas e arquitetônicas, para muitos turistas, nada apaga o brilho da cidade das mangueiras.

A vontade de conhecer Belém se manifestou em Aelson quando, em 2003, ele esteve a 500 quilômetros da cidade. Passados onze anos e já hospedado em Belém, ele não se arrependeu da escolha. “Em 2003, eu vim até Babacal (MA) com a minha sogra. Então, chegamos bem próximo do Pará, de Belém. Desde essa época ficou a vontade e esse ano tivemos a oportunidade de vir. Não nos arrependemos”, comemorava, ao lembrar que é natural de Anchieta, no Espírito Santo. “A gente chega aqui e se depara com um rio desse tamanho, que mais parece um mar... É muito gostosa a cidade”.

Também encantada com a beleza da Baía do Guajará, Paula Louzada comemorava a viagem sugerida pelo marido. “Era um sonho do marido. A gente anda na cidade e percebe que tem a preocupação de manter a história daqui, esses prédios antigos que são belíssimos”, evidencia. “Achei o centro ali (próximo ao Ver-o-Peso) muito forte, a cidade tem um cheiro diferente, um jeito especial. Estamos gostando muito”.

Com o peso que a natureza exerce sobre a cidade de nascimento, o físico Alex Rios não consegue encontrar outra palavra para descrever Belém senão ‘única’. Morador de Vitória, no Espírito Santo, há dez anos, o, hoje, turista não apenas reviveu como também foi apresentado a novas peculiaridades da capital paraense. “A cidade é muito arborizada, tem uma identidade única. A gente se encantou por vários pontos, como a Estação das Docas, o Polo Joalheiro, o próprio Bosque. São lugares tão bonitos e o engraçado é que o próprio paraense não aproveita tanto”, considera. “Eu também matei a saudade das comidas. Provei uma cerveja diferente de priprioca que, quando a gente toma, sente aquele sabor e já pensa que está no Ver-o-Peso. Isso eu não conhecia”.

Muito jovem quando se mudou com o pai para Vitória, a estudante Gabriela Rios também guardava as melhores impressões da cidade. Da ponta do Forte do Presépio, a visão da primeira rua da cidade misturada à baía e ao Ver-o-Peso lhe chamava a atenção pelas particularidades. “Eu gosto muito dessa parte histórica, os prédios mesmo e que são muito bonitos”.

Sem negar a imponência que a água barrenta exerce sobre cada ponto turístico da cidade, a Belém da macapaense Kewly Moraes é facilmente traduzida pela Baía do Guajará. “Eu venho muito a Belém, mas de passagem. Eu gosto dos pontos de onde se pode ver o rio”, aponta, tímida. “A culinária e o ambiente natural são, realmente, muito bonitos na cidade”.

Vinda do litoral nordestino, o que chamou a atenção da cearense Emanuela Oliveira foi a chuva que marca presença às proximidades do aniversário da cidade. “É a primeira vez que venho a Belém e eu adorei passear de barco pela orla. Apesar do medo, eu gostei muito”, disse, já saudosa, a poucos dias de retornar a Fortaleza. “Achei que as mangueiras deixam um clima muito gostoso também e gostei muito da chuva da tarde. Por incrível que pareça, eu adorei a chuva”.

Vindo do Acre também pela primeira vez para Belém, o gestor ambiental Clemildo Barbosa destaca os prédios históricos do Bairro da Cidade Velha. “Já fomos ao mercado de carne e de peixe, na feira (Ver-o-Peso), em umas igrejas”, enumera. “Tem muitas coisas bacanas de se ver nessa parte dos prédios”.

(Diário do Pará)

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