Pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese), nesta segunda-feira (13), mostra que em todo o Brasil cerca de seis milhões de pessoas estão trabalhando no setor do trabalho doméstico. Na análise regional, o Norte e o Nordeste aparecem percentualmente como sendo as regiões que mais detém empregados domésticos sem carteira assinada.
De acordo com a pesquisa, o total de pessoas trabalhando no estado do Pará alcança 216.679, sendo que 93,77% são mulheres e cerca de 6,23% são homens. Os dados mostram que mais de 80% dos pesquisados no Pará e na região Norte trabalham sem carteira assinada.
Idade
Das 441.941 pessoas que trabalham no setor de emprego doméstico na região Norte, 2,30% tem idade entre 10 a 14 anos; 4,24% com idade entre 15 a 17 anos; 4,69% entre 18 ou 19 anos; 10,34% com 20 a 24 anos; 11,77% entre 25 a 29 anos; 28,09% entre 30 a 39 anos; 24,36% entre 40 a 49 anos; 12,15% entre 50 a 59 anos e com idade entre 60 anos ou mais 2,07%. Com isso, a idade que concentra o maior número de trabalhadores domésticos em a região está na faixa de 30 a 39 anos, onde estão relacionados 124.122 pessoas, correspondendo a cerca de 28,09% do total de empregados domésticos.
Carga horária
Em toda a região Norte, de um total de 441.941 pessoas que trabalham no serviço doméstico, cerca de 32,34% trabalham com uma carga horária superior a prevista em lei que é de 44 horas semanais, a grande maioria mulheres. Em todo o Pará, do total de 216.679 trabalhadores da área, cerca de 34,90% trabalham com uma carga horária superior a prevista. Deste total de pessoas, 8,70% são homens e 91,30% mulheres.
Outra análise feita pelo Dieese, é a questão do tempo de permanência do empregado neste tipo de trabalho. Das 216.679 que trabalham no setor, cerca de 24,54% permanece no emprego pelo período de 2 a 4 anos. Entretanto, cerca de 20,43% ficam apenas 5 meses. Com até um ano de trabalho permanecem no emprego cerca de 46,76% pessoas. Ou seja, quase metade dos trabalhadores domésticos que vivem no estado do Pará, ficam no máximo por até um ano no trabalho, e na outra ponta do estudo, foi verificado que com mais de 10 anos de trabalho permanecem apenas cerca de 15,24% pessoas.
(DOL com informações do Dieese)
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