Mal foi inaugurada e a nova Santa Casa de Misericórdia do Pará, cujo custo total da obra foi de aproximadamente R$ 170 milhões, segundo o Governo do Estado, vem apresentando problemas e colocando em risco a saúde de funcionários, pacientes e recém-nascidos da maternidade. Ontem, outra situação preocupante foi registrada e confirmada pela própria Fundação Santa Casa.
Segundo a assessoria de comunicação da Fundação, o sistema de refrigeração da ala de UCI (Unidade de Cuidados Intermediários) aqueceu, provocando mau cheiro, durante a manhã de ontem. “Por precaução, a equipe médica optou pela transferência dos bebês internados para outra ala do Hospital, sendo que eles já retornaram a UCI. Como os bebês estão em uma isolete, não ocorreu nenhum tipo de prejuízo ao tratamento”, diz a nota enviada ao DIÁRIO.
A assessoria informou ainda que uma equipe da manutenção, baseada em análises técnicas da Secretaria de Obras do Pará e dos engenheiros da Fundação Santa Casa, trabalha para regularizar a temperatura do prédio, de forma a evitar a diferença entre os ambientes e, assim, eliminar possibilidades de aquecimento nas áreas”.
A infraestrutura do hospital que, segundo o governo, custou cerca de R$ 170 milhões, sendo R$ 135 milhões de recursos próprios do Estado, passa a oferecer 122 leitos em vez dos 110 existentes. Já os leitos de Unidades de Tratamento Intensivo passaram de 70 para 100, sendo 10 adulto/materno, 10 pediátricos e 10 Neonatais.
A obra, iniciada em 2009 no governo Ana Júlia Carepa, foi inaugurada no dia 16 de setembro do ano passado. Detalhe que a obra estava orçada em R$ 80 milhões na época já incluídos os equipamentos. Mesmo inaugurada, a nova unidade demorou algum tempo para começar a operar em sua normalidade.
(Diário do Pará)
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