Uma recomendação expedida pelo Ministério Público do Estado para a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) é a esperança para a solução do problema dos moradores da avenida Conselheiro Furtado com a avenida Roberto Camelier, bairro do Jurunas em Belém. Eles denunciam que o local sofre com cheias após as chuvas, por conta do bloqueio do escoamento pluviométrico da área, causado principalmente pela falta de reparo em bueiros, canaletas e deficiência na drenagem no local.
“Quando chove essa esquina mais parece um igarapé. Carros baixos e em baixa velocidade não passam aí, não”, disse, sem se identificar, a funcionária de uma loja de carros, que fica bem na esquina em questão. A doméstica Maria Lúcia trabalha há nove anos em uma residência logo em frente e conta que a situação nunca mudou. “Desde que vim pra cá é assim, enche tudo. Mesmo com esse portão de ferro todo lacrado, quando a chuva é muito forte, a água entra”, contou.
A recomendação expedida pelo MPE à Sesan, por meio do 3º promotor de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo, Raimundo de Jesus Coelho Moraes, solicita que sejam realizados reparos e obras na confluência da área, necessários para a recuperação dos bueiros e das canaletas danificados, e ainda a limpeza e manutenção constantes com retirada de vegetação e desassoreamento do sistema de drenagem.
Além da Sesan, foi recomendado à Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos (Semaj), que acompanhe e oriente aos órgãos na execução e cumprimento da decisão. E à Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão (Segep), que inclua a realização das obras na dotação orçamentária para o exercício financeiro deste ano.
SESAN
Em nota, a Sesan informou que o ponto de confluência da avenida Conselheiro Furtado com Roberto Camelier está inserido no plano de ações de combate a enchentes, que vem sendo executado e coordenado pela secretaria. Ainda de acordo com a Sesan, um agravante é que materiais sólidos arremessados indevidamente na via pública são conduzidos pela água até os bueiros, o que causa obstrução e dificuldade para captação do grande volume de água. Dessa forma, caminhões hidrojatos já têm sido utilizados de forma periódica para efetuar a desobstrução pelo menos a cada 15 dias.
(Diário do Pará)
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