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Bettina Ferro realiza o teste do olhinho

Recomendado ainda no primeiro mês de vida, o teste do olhinho pode diagnosticar precocemente uma série de doenças difíceis de serem identificadas nos primeiros dias de vida, sem a ajuda de aparelhos especializados.  Sem que seja necessário mais do que al

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Recomendado ainda no primeiro mês de vida, o teste do olhinho pode diagnosticar precocemente uma série de doenças difíceis de serem identificadas nos primeiros dias de vida, sem a ajuda de aparelhos especializados.

Sem que seja necessário mais do que alguns minutos para diagnosticar a possibilidade de existência de alguma doença oftalmológica, o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (UFPA), já está agendando a realização do teste do olhinho pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Preocupada em ressaltar a importância da realização do teste para a saúde da criança, a coordenadora do serviço de oftalmologia do hospital, Paula Caluff, reforça que qualquer pessoa pode fazer o agendamento para a realização do teste de forma gratuita. “É um teste bem rápido e muito importante porque ajuda a identificar uma série de doenças”, atenta. “A pessoa só precisa vir ao setor de regulação das 7 às 11h, trazer os documentos e fazer o agendamento do teste”.

Com o exame previamente agendado no próprio hospital, os testes são realizados sempre às segundas-feiras, a partir das 13h. Capaz de alertar para a existência de doenças como catarata, glaucoma, alterações retinianas, opacidade da córnea e câncer de retina, o teste é bastante simples.

EXAME

“Usamos um aparelho que incide uma luz no fundo do olho e observamos o reflexo da retina, que normalmente é vermelho. Se der alteração da cor, a criança é encaminhada para fazer exames especializados para descobrir o que é”, explica, ao alertar que as consultas ao oftalmologista devem iniciar o quanto antes. “Além da (percepção de um problema de visão pela) leitura, há diversas outras doenças mais graves. Nem tudo se corrige com o uso de óculos. Então, tem que investigar para ter certeza de que não há problema”.

Passado o primeiro teste, ainda nos primeiros dias de vida, Paula Caluff informa que o teste ainda precisa ser refeito quando a criança atingir o terceiro, o quinto e o sétimo ano de vida. “O ideal é que a criança faça o primeiro teste ainda antes de sair da maternidade, mas sabemos que nem sempre isso acontece e, muitas vezes, por falta de conhecimento, os pais não são orientados a fazer”, considera. “O ideal é fazer o mais precocemente possível, mas o importante é não deixar de fazer o teste”.

(Diário do Pará)

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