Muitas pessoas iniciam o ano em busca de novas posições no mercado ou fazendo planos em se preparar melhor para a busca de um novo emprego. No Brasil a chegada da Copa do Mundo aquece a economia em diversos setores.
O Pará não receberá jogos da Copa, mas mantém o aquecimento da demanda de empregos em diversos setores. “O mercado paraense possui suas particularidades no que se refere à tendência de mercado. Vivemos um momento de pleno emprego e acredito que dificilmente voltaremos ao que éramos dez anos atrás, quando o mercado era desaquecido”, confirma Nara Eluan, consultora especializada em recursos humanos.
Foi o que os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) reafirmaram. “O Pará continua sendo o maior gerador de empregos formais entre os estados da região norte, mesmo com todos os problemas de ordem conjuntural como a crise econômica e seus impactos e a questão da qualificação profissional”, afirmou Roberto Sena. A afirmação é baseada em pesquisa realizada pelo DIEESE entre janeiro e novembro do ano passado que apontou um saldo positivo de mais 36 mil postos de trabalhos.
Ainda segundo o departamento, os setores que mais empregaram em 2013 foram Construção Civil, Comércio, Serviço, Agropecuária e Indústria de Transformação. A indústria da construção civil foi a que mais gerou empregos e deve continuar gerando. “Acredito que Belém ainda tem demandas e as grandes construtoras também estão se interiorizando o que garante oportunidades fora da capital”, informou Carlos Eduardo Domingues, engenheiro civil e vice presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Pará (CREA-PA).
Segundo Carlos, não serão só os engenheiros da construção civil que terão mais oportunidades em 2014, profissões mais técnicas como pedreiro, carpinteiro e mestre de obras serão necessários. “A dificuldade na captação desta mão de obra técnica é muito grande ainda. No ano passado vimos mestres de obra tendo uma remuneração maior que os próprios engenheiros por causa da escassez da mão de obra”, explicou Carlos.
O estudante de engenharia civil Guilherme Duarte ainda está no terceiro semestre do seu curso, mas já está com o olhar atento para as tendências do seu mercado. “Minha ambição é atuar no ramo da indústria de construção de residências e vejo que este mercado está se aquecendo no interior do estado e estou me preparando para isso. Já iniciei estágios na minha área e agregando cursos e outras formações ao meu currículo”, comentou o estudante.
Comércio, serviços e agroindústria têm vagas
“Os empregos acontecem aonde existem demandas. Hoje, temos muitas empresas na região e outras chegando, o que garante uma continuidade na oferta de novos postos de trabalho. O varejo estará pulsante em 2014 com a chegada de novos shoppings na região metropolitana de Belém e também nas principais regiões do estado como oeste, sudeste e nordeste também receberão estes investimentos que seguem acompanhados de oportunidades de emprego”, argumenta Nara.
Nara acredita que o setor de serviços também deve empregar bastante seguido da agroindústria, já a indústria de um modo geral teve um pequeno encolhimento nas contratações que deve se manter. “No geral a indústria sofreu um desaquecimento devido o cenário econômico mundial, mas existem algumas profissões que historicamente são muito solicitadas pela baixa oferta de profissionais como as engenharias mecânica, civil e de projetos que tem chance não só de contratação como de bons salários” explica a consultora. “Além disso os cursos técnicos são muito solicitados e bem remunerados como os de mecânica, mineração, elétrica, eletrotécnica e mecatrônica. Isso sem falar nos profissionais da área de saúde como médicos e enfermeiros que devem ter maiores demandas no interior do Estado”.
INVISTA EM VOCÊ
Para quem deseja investir em uma carreira a longo prazo as oportunidades devem ser diversificadas em setores que historicamente não são fortes no Estado, porém possuem chances de se desenvolverem.
“Investir em cursos técnicos em outras áreas da engenharia como petróleo e gás e indústria naval é uma visão de futuro em carreiras. Esses setores podem se desenvolver no Pará e vão precisar de mão de obra qualificada”, diz o engenheiro Carlos Domingues.
(Diário do Pará)
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