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Anac homologou obras em pista, diz Infraero

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Brasília esclareceu ontem ao DIÁRIO que os serviços de revitalização da pista principal do Aeroporto Internacional de Belém foram executados pela empresa Geoplan e que as intervenções real

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A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Brasília esclareceu ontem ao DIÁRIO que os serviços de revitalização da pista principal do Aeroporto Internacional de Belém foram executados pela empresa Geoplan e que as intervenções realizadas na pista principal do aeroporto foram homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Segundo a Infraero, a Anac foi a responsável pela restrição de uso da pista principal e não o Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) como chegou a ser divulgado no último domingo. A informação sobre a proibição, no entanto, foi obtida pelo DIÁRIO no site do Serviço de Informação Aeronáutica (AIS), órgão subordinado ao Decea.

A Infraero afirmou que a Anac que é o órgão responsável pela fiscalização e homologação dos sistemas de pistas em aeroportos e aeródromos brasileiros. “Cabe ressaltar que o Aeroporto de Belém possui pista auxiliar, com extensão de 1.800 metros, que está funcionamento normalmente e apta para receber operações de pouso e decolagem”, informou a empresa em nota, garantindo que “está tomando as medidas necessárias para garantir a manutenção da segurança das operações”, não dando prazo de quando a pista principal poderá voltar a operar normalmente.

O procurador da República Bruno Valente está analisando a recomendação da Anac e informou que encaminhou ontem pedido de esclarecimentos tanto para a agência como para a Infraero acerca da questão para que possa se posicionar. Os órgãos terão cinco dias para responder aos questionamentos.

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) já apura as irregularidades no atendimento a consumidores durante a suspensão de voos da empresa aérea TAM no aeroporto de Belém nos primeiros dias deste mês. Entre outros pontos, serão avaliadas questões como o cumprimento de normas que preveem alimentação, acomodação e outros itens aos passageiros quando houver atraso ou cancelamento das partidas, bem como a estrutura disponibilizada pela empresa para organizar o atendimento aos passageiros no aeroporto.

Segundo a Anac, desde a última sexta-feira a pista principal do aeroporto internacional de Belém, com 2,8 mil metros de extensão, não pode ser utilizada em dias de chuva se estiver apresentando um acúmulo de água no local.

Em dezembro, a Infraero concluiu os serviços de revitalização da pista principal de pousos e decolagens do aeroporto. O investimento foi de R$ 5,6 milhões. Houve recapeamento (troca de asfalto) e revitalização do pavimento, restauração e execução da nova sinalização horizontal (pintura) da pista.

Ocorre que desde a conclusão das obras há reclamações sobre a segurança da pista. As inspeções constataram que a pista acumula água em excesso que se mistura ao óleo liberado pelo asfalto, tornando-a extremamente escorregadia. Além disso, pilotos relatam que após as chuvas poças d’águas atrapalham pousos e decolagens.

Inicialmente, apenas a TAM estava impondo dificuldades, mas agora todas as companhias aéreas terão que restringir suas operações no aeroporto de Belém. Os problemas com cancelamentos de voos por parte da TAM iniciaram no dia 9 e se estenderam até o dia 12.

Mesmo após a chuva que caiu ontem à tarde em Belém, o clima parecia de normalidade no aeroporto. No painel da programação de voos, não constava nenhum atraso nem cancelamento. Os guichês estavam sem nenhuma aglomeração de passageiros. (com Gerllany Amorim e redação)

TAM

A TAM informou, em nota, que após análise minuciosa das condições de decolagem e aterrissagem no aeroporto de Belém, a companhia optou desde o dia 8 de janeiro por não operar no local com pista severamente molhada e escorregadia, já que prioriza a segurança de seus passageiros.

Para reacomodar os clientes que poderão ser afetados, a companhia afirma que criou voos extras para reforçar a sua operação. “A TAM lamentou os transtornos causados aos seus passageiros e reitera que os mesmos receberão assistência”.

(Diário do Pará)

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