No final da manhã de ontem não foi diferente quando dois assaltantes acharam que dava para eles e atiraram contra a guarnição do Grupo Tático Operacional (GTO), comandado pelo tenente Bruno Ibiapina Teixeira, e acabaram tombando mortalmente.
Nesta refrega morreram os acusados de serem assaltantes identificados pela alcunhas de “Negro Drama” e Magno. A refrega se deu em uma kit-net situada na Folha 17, Quadra 12, Lote 2, Nova Marabá.
Após a troca de tiros os policiais prenderam dois acusados que se trancaram dentro de um quarto, Cleovandir Rodrigues Pinto, 41 anos, ex-presidiário, e Fernando de Sousa Brito, 28 anos, foragido da Comarca de Dom Eliseu.
O terceiro assaltante preso foi Renan Araújo Nascimento, o Renanzinho, 25 anos, foragido do Centro de Recuperação. Na verdade ele foi o primeiro acusado a ser preso quando se preparava para sair de Marabá e viajar para o estado do Tocantins.
Naquele estado, pretendia se juntar a outros comparsas para cometer assaltos. Quando ele foi preso, denunciou os colegas dele, bem como conduziu os policiais até a kit-net onde o bando estava refugiado, no que terminou na refrega e a morte de dois comparsas.
“Vale lembrar que não é orientação do nosso comandante, o major Eduardo Pimentel concluir uma operação com letalidade, mas todas as vezes que a nossa guarnição se sentir acuada ela vai reagir conforme o treinamento que recebeu”, comentou o militar.
Segundo o tenente Teixeira, a ordem do comandante da PM de Marabá é para fechar o cerco cada vez mais contra os bandidos e combater, sobretudo, os roubos de moto que estão em alta na cidade.
Na manhã desta terça-feira, numa destas missões de combate e tentativa de prender acusados de tais crimes, os militares montaram uma estratégia para prender os acusados, tendo em vista que o setor de inteligência detinha informações de que um grupo de assaltantes estava se articulando para roubar na região.
Quando conseguiram prender o Renanzinho, na rodoviária “Pedro Marinho de Oliveira”, na Folha 32, Nova Marabá, os militares detectaram que no telefone do acusado havia vários contatos de supostos assaltantes.
A partir desta detecção e segundo informou o tenente Teixeira, os militares tinham informações de que o bando estava com uma moto roubada, as buscas iniciaram no sentido de localizar a kit-net e prender o bando.
“Quando chegamos lá eles nos viram, atiraram e a guarnição, mesmo com dificuldade de acesso, conseguiu adentrar no imóvel e revidar à agressão”, narra o policial.
Por fim, o tenente Teixeira informou que tão logo os dois assaltantes foram baleados, os militares prenderam os dois, Cleovandir e Fernando, prestaram socorro aos dois acusados, que àquela altura ainda estavam vivos, contudo morreram a caminho do Hospital Municipal de Marabá.
Nesta operação policial, participaram 18 militares do GTO e outros 6 da 27ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP). Além dos mortos e dos três presos, os militares apreenderam dois revólveres, munições, balança de precisão e uma pequena quantidade de droga.
De sua parte, o delegado plantonista Rayrton Carneiro Santos ficou de analisar toda a situação, ouvir os envolvidos para posteriormente autuar os três acusados conforme versa do Código Penal Brasileiro.
Nenhum dos acusados quis conversar com a imprensa. Todos negaram ser donos das armas ou da droga e nada comentaram a respeito da refrega.
(Diário do Pará)
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