“Não é verdadeiramente uma operadora de saúde e, portanto, não pode ser regulado pela ANS (Agência Nacional de Saúde)”, afirma Dr. José Thiers, coordenador do Capítulo III do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CTBMF), sobre o Instituto de Assitência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep).
Ainda segundo ele, “temos visto queixas frequentes de pacientes que têm suas solicitações negadas (pelo Iasep) e alguns têm tido êxito apenas através de liminares. Outra questão é o direcionamento que está sendo dado pra determinados hospitais, mesmo que não seja o solicitado.”
O coordenador afirma também que, especificamente sobre os casos negados de cirurgias buco-maxilo-faciais, “os gestores do Iasep precisam entender que não se tratam de cirurgias cosméticas como eles querem fazer parecer”, mas cirurgias funcionais cujo objetivo é devolver ou restabelecer funções como fala, mastigação, respiração, além de aliviar quadros dolorosos.
“Quem deseja oferecer saúde não pode fechar os olhos para os problemas buco-maxilo-faciais que acometem uma grande parcela da população”, destaca Dr. José Thiers. “Quanto ao direcionamento que está sendo dado para esses pacientes - para determinados hospitais para serem tratados por outros profissionais - isto fere o Código de Ética, pois se já existe um profissional escolhido pelo paciente, penso que a diretoria do Iasep deveria verificar onde e porquê este direcionamento está sendo feito.”
O DOL entrou em contato com o Iasep e aguarda posicionamento sobre as afirmações.
(DOL)
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