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Governo não paga e empresa retira grama de escola

A empresa Grama Santarém retirou, nesta quinta-feira (23), toda a grama que decorava a paisagem de um pequeno parque mantido pela escola estadual Rio Tapajós, localizada na periferia de Santarém, no oeste do estado. A escola foi a mesma onde o governador

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A empresa Grama Santarém retirou, nesta quinta-feira (23), toda a grama que decorava a paisagem de um pequeno parque mantido pela escola estadual Rio Tapajós, localizada na periferia de Santarém, no oeste do estado. A escola foi a mesma onde o governador Simão Jatene discutiu com alunas que o questionaram sobre a reforma executada na instituição, classificada por elas como “maquiagem”. O motivo para a retirada, segundo o proprietário, foi a falta de pagamento.

>> Veja o vídeo: Simão Jatene bate boca em Santarém

“Estava tão bonita a escola, mas agora eles estão tendo que tirar porque o governador não pagou, eu acho que ele tinha que cumprir o que prometeu. Eu me sinto envergonhada de ver isso”, disse a aluna Edivânia Albarado, 14 anos, da 8ª série.

A retirada da grama foi decpcionante para pais, alunos e professores da escola (Foto: reprodução/RBA TV)

Os professores também manifestaram sua revolta contra o ocorrido. Ormano Sousa, educador desde o ano de 2003 na instituição, conta que o parque foi um projeto de professores e alunos preocupados com a arborização da escola. “Isso deixa a gente num estado emocional de tristeza, a gente não tem palavras pra expressar o que estamos vendo agora. Aquilo que nós tínhamos feito por iniciativa dos professores, de arborização... Aquilo que as alunas disseram que é uma maquiagem, está se configurando agora, lamentavelmente”, disse, decepcionado.

MAQUIAGEM

No ano passado, ao visitar a escola, Jatene discutiu com três alunas que questionaram sobre as obras na escola. Segundo elas, apenas uma pintura foi feita, mas os problemas estruturais não foram solucionados.

“No dia que ele (governador) veio aqui, a gente não falou para bater de frente ou tratar mal, mas porque nós percebemos que o que ele dizia não era de acordo com o que estava acontecendo, por isso tivemos aquela explosão”, relata Rayane Vieira, uma das estudantes que questionou o governador. “E o que aconteceu agora, é a prova da ‘maquiagem’ que agora está sendo borrada”, conclui Luara Rebelo.

(DOL com informações de Raphael Ribeiro/Diário do Pará)

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