Iniciou na manhã desta sexta-feira (24) o julgamento dos três policiais militares acusados de cometer o homicídio do pedreiro Rafael Viana, assassinado no dia 2 de novembro de 2007.
Segundo a Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE), o julgamento do tenente Rodrigo Duarte Negrão, do soldado Antônio Davi Gonçalves da Silva e do cabo Anderson Cruz da Silva iniciou na manhã de hoje, mas ainda não há previsão de término.
O julgamento ocorre no prédio da auditoria, na avenida 16 de novembro, no bairro da Cidade Velha, em Belém, e é acompanhado por familiares de Rafael, como a mãe do rapaz, que se emocionou ao lembrar do crime cometido contra o filho.
O caso
Rafael Viana teria sido abordado no dia 2 de novembro de 2007, no bairro do Guamá, pelos três policiais militares que estão respondendo ao processo. A alegação dos militares foi de que o pedreiro, em companhia de outra pessoa, teria tentado roubar uma bicicleta. O suposto comparsa teria conseguido fugir e o pedreiro fora detido por um policial civil, e depois entregue à viatura chefiada pelo tenente Negrão. Mas em vez de ser conduzido a uma delegacia, os policiais teriam levado o suspeito até a ponte da Alça Viária, próximo ao município de Acará, a 161 km de Belém, onde teriam torturado e executado Rafael. O corpo da vítima foi encontrado boiando no rio Guamá, com marcas de tortura na cabeça e com as mãos amputadas, três dias após o ocorrido, na localidade de Espírito Santo, em Acará.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar