Reclamações sobre atraso e falta de atendimento no sistema público de saúde são casos recorrentes no Pará. Em 2014, uma das famílias que está enfrentando há dez dias um drama para conseguir leito em um hospital é a de Belúcio Corrêa Belo, diagnosticado com um tumor no pulmão.
"Meu tio estava no PSM do Guamá quando foi diagnosticado no dia 13 de janeiro com um tumor no pulmão, já em metástase, se espalhando pela próstata e fígado. No dia seguinte entramos com pedido de leito no Ophir Loyola e no Barros Barreto, mas até agora não tivemos resposta", conta Andressa Belo, sobrinha de Belúcio.
Ela conta que a situação é grave pelo estado em que o paciente se encontra. "Estamos preocupados porque os médicos pediram internação com urgência para ele, mas ainda não tivemos resposta. Enquanto isso, ele está no corredor do PSM do Guamá, nem uma sala ele conseguiu lá", contou Andressa.
"É revoltante ver um ser humano nessas condições".Além do tumor, Belúcio ainda sofre de tuberculose, o que torna seu estado ainda mais complicado. A família dele não mora em Belém, e os acompanhantes têm que fazer viagens quase que diárias entre a capital, Benevides e Barcarena para poder fazer companhia a ele no PSM.
"Não há como sustentar essa situação. Procuramos o Ministério Público do Estado (MPE) nesta sexta-feira, e fomos orientados a procurar a Defensoria Pública. Vamos lá na segunda-feira (27), entrar com um recurso pedindo leito. Nosso tio vai morrer se continuar daquela forma", concluiu Andressa.
Procurados, os hospitais Ophir Loyola e Barros Barreto ainda não se posicionaram soebre o caso.
(DOL)
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