Os médicos que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Belém ameaçam paralisar as atividades a partir do próximo dia 10 de fevereiro, caso a prefeitura não efetue o pagamento dos plantões extras de dezembro e janeiro.
A quitação deveria ter sido feita no último dia 10, conforme o acordo firmado entre os trabalhadores e a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) João Gouveia, os atrasos são cada vez mais comuns e têm provocado insatisfação entre a classe médica.
Segundo Gouveia, esta é a segunda ameaça de paralisação dos médicos do Samu por falta de pagamento. “A paralisação estava prevista para o último dia 21, mas a prefeitura se comprometeu em pagar. Só que até hoje não pagou”, disse.
Os atrasos no pagamento de plantões, segundo ele, se tornaram uma prática comum desde outubro do ano passado. Os plantões de setembro que deveriam ter sido pagos em outubro foram quitados somente em novembro. “Os do mês de dezembro deveriam ser pagos em 10 de janeiro”, pontuou o diretor do Sindmepa.
Gouveia ressaltou que, embora não exista um contrato formal entre os médicos plantonistas do Samu e a Sesma, os trabalhadores sempre buscam negociar o pagamento atrasado. Segundo texto postado no site do Sindmepa, a médica Ângela Guimarães afirmou que os atrasos da remuneração representam um desrespeito da secretaria com os trabalhadores. “Não temos nenhum contrato com a Sesma, portanto, se não recebermos, simplesmente, não iremos para as bases”, explicou a médica no texto.
Os médicos encaminharam um documento ao Conselho Regional de Medicina (CRM-Pará), Prefeitura de Belém, direção do Samu e ao Sindmepa informando a decisão de suspender as atividades.
A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) para saber o motivo dos atrasos e se há previsão de pagamento, mas até o fechamento da matéria não recebeu resposta.
(Diário do Pará)
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