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É preciso atenção para identificar cédulas falsas

Você sabe se a cédula que está no seu bolso é mesmo verdadeira? Receber e passar dinheiro são práticas do cotidiano das pessoas, por isso todos estão vulneráveis a ter prejuízos com dinheiro falsificado. E a nova família do real, com as cédulas de R$ 2 a

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Você sabe se a cédula que está no seu bolso é mesmo verdadeira? Receber e passar dinheiro são práticas do cotidiano das pessoas, por isso todos estão vulneráveis a ter prejuízos com dinheiro falsificado. E a nova família do real, com as cédulas de R$ 2 a R$ 100 reais, está em circulação desde 2010, com mudanças no tamanho, temas e tonalidade,que ajudam a dificultar a falsificação.

Muitos brasileiros ainda não sabem identificar e reconhecer a diferença daquelas que realmente têm valor para outras falsificadas. “Normalmente elas estão nas feiras, em comércios pequenos de boa parte da periferia e até nas festas noturnas. Nas grandes empresas é mais difícil, já que os funcionários recebem treinamento para esse tipo de identificação”, aponta Ualame Machado, delegado da Polícia Federal do Pará.

Mesmo assim, a média é de apenas 20 notas apreendidas anualmente. Em comparação aos dados do Banco Central, esse número é de apenas 1% diante do total de 4.528 cédulas falsas apresentadas no banco durante o ano de 2013. Mesmo assim, é preciso ficar atento para não cair em armadilhas.

Perícia

O delegado Ualame Machado, explica que as quadrilhas especializadas em falsificar dinheiro, na grande maioria, agem em outros estados do Sul do país e o Pará acaba “servindo” apenas como lugar de circulação assim como as demais regiões. “Pelo número de série das notas em que é apreendida, a fabricação não é aqui. É muito difícil esse tipo de maquinário. Algumas das falsificações feitas no Estado são grosseiras, utilizam papel comum com jato de tinta ou a laser”, explica.

Quando identificada a falsificação, o primeiro passo é procurar imediatamente qualquer agência bancária, o Banco Central ou a própria Polícia Federal. O artigo 289 do Código Penal Brasileiro prevê a penalidade de três a doze anos de reclusão para aquele que “falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro”. Além disso, a lei penaliza aquela pessoa que descobrir a nota falsa e ainda assim, tentar repassar para terceiros, a fim de não sair no prejuízo. Para esses, a pena varia de seis meses a dois anos de reclusão.

Quando a cédula é apreendida pela PF ou retidas pelos bancos, ela é encaminhada à perícia e a partir de um laudo é repassada ao Banco Central. Não existe troca de nota falsa por verdadeira.

O gerente do Meio Circulante do Banco Central, José Nilton Nunes, explica que é importante a população ter ciência dos elementos de segurança. Para isso, existem algumas características fundamentais para a verificação. “A Marca d’água, o número escondido e o alto relevo são os elementos mais importantes. Se faltar um deles, é uma cédula suspeita e ninguém é obrigado a receber”, afirma. “Veja a marca, sinta as impressões de alto relevo em partes da cédula e descubra o número”, reforça Nilton.

Após a confirmação via laudo pericial, as notas falsas são encaminhadas para destruição depois de um tempo de guarda definido pelo Banco Central.

Existem ainda as cédulas inadequadas à circulação, mas com valor, como é o caso de notas riscadas, sujas ou rasgadas. Porém, estas podem ser trocadas em qualquer banco por outras novas.

Como verificar as cédulas de real:

Quando você receber uma cédula, veja sempre os principais elementos de segurança:

- Nas notas da Primeira Família do Real: verifique a marca-d’água, a imagem latente e o registro coincidente. Verifique também o relevo.

- Nas cédulas da Segunda Família do Real: verifique a marca-d’água, o número escondido, a faixa holográfica (nas notas de 50 e 100 reais) e o número que muda de cor (nas notas de 10 e 20 reais). Sinta também o alto-relevo.

(Diário do Pará)

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