Acabou o prazo para os eleitores do município de Ananindeua fazerem o recadastramento biométrico. O último dia foi sábado (25) e, como era de se esperar, foi de fila longa e muita espera.
Dona Joana Moura, por exemplo, levou uma cadeira, linha e agulha de crochê, que fazia tranquilamente enquanto aguardava. Pessoalmente, já não estava tão satisfeita: “Meu filho veio para a fila às 4h30 da manhã, daí troquei com ele às 7h e estou esperando até agora”. Eram 9h40 quando ela ainda se aproximava da entrada. “Acho isso imoral. O TRE sabe quantos eleitores há em Ananindeua, por que não colocaram mais atendentes? Mas é o Brasil que anda muito avacalhado mesmo”, indignou-se.
A verdade é que o recadastramento biométrico em Ananindeua vem sendo feito desde abril do ano passado e foi amplamente divulgado. Os dados até a manhã de sábado apontavam maior adesão. O chefe do cartório, Leonardo Rêgo, explica: “Ontem [24], atendemos 4.044 pessoas. Chegamos a 78% dos eleitores da cidade. Ficam faltando aproximadamente 60 mil pessoas”.
A maioria dos eleitores nas filas já estava conformada de que a espera era consequência do costume de deixar o processo para cima da hora. “Eu sei que deveria ter vindo mais cedo. Acabei colocando outras coisas como prioridade e deu nisso. Agora é esperar e ver se vou ser atendido”, disse seu Antônio Ribeiro, que chegou na fila às 7h.
Todos os eleitores que chegassem até as 17h seriam atendidos, essa era a política que o cartório vinha adotando para que não houvesse injustiça com quem estava esperando há horas. Sobre a possibilidade de prorrogação do prazo, Leonardo Rêgo foi enfático: não há. Quem não fez o recadastramento terá o título e o CPF cancelados, não poderá tirar passaporte, não vai poder se matricular em uma universidade pública, entre outros problemas.
(Diário do Pará)
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