Assaltos, roubos, tráfico de drogas e homicídios. Esses são alguns dos crimes que mais têm atormentado moradores do bairro da Pedreira, em Belém. Comerciantes se dizem prejudicados com os constantes assaltos ocorridos, principalmente, no centro comercial do bairro, localizado à rua Pedro Miranda, esquina com a travessa Mariz e Barros.
Uma mulher que mora há mais de 30 anos na passagem “D” disse que o bairro da Pedreira já foi um local tranquilo para viver. “Lá não tem dia nem hora para acontecerem assaltos, roubos e até suspeitas de comercialização e uso de drogas. Esse bairro já foi um local tranquilo para morar, mas, nos últimos tempos, a criminalidade tem aumentado. “Já vimos até desova de cadáveres no canal da Pirajá”, disse.
Dona de um salão em uma das principais vias comerciais do bairro, uma mulher, que preferiu o anonimato, está mais preocupada depois dos constantes assaltos com reféns que ocorreram há poucos dias próximo dali. “Não tenho mais segurança. Semana passada havia dois suspeitos na porta, mas fomos avisados pelo vizinho e fechamos os portões, mas, por conta disso, perdemos um dia de trabalho”, disse.
Vendedores de uma loja de calçados, que ficaram sob a mira de dois assaltantes na última semana, estão traumatizados. “Depois de tudo que passamos nas mãos dos assaltantes, é muito difícil ter que voltar ao mesmo lugar onde tudo aconteceu. Tivemos que passar quase oito horas sob a mira dos criminosos”, disse um deles.
A diarista Maria Aparecida Melo, de 41 anos, que mora no bairro do Icuí, em Ananindeua, e trabalha aos fins de semana naquele local, disse que o aumento dos crimes está relacionado à falta de projetos educacionais voltados aos jovens, que passam a maior parte do tempo ociosos. “Você coloca um filho na escola e duas horas depois ele já está liberado. Não existem projetos para dar continuidade à educação recebida na escola, deveria ter mais escolas e projetos.
De acordo com o assessor de Comunicação da Polícia Militar Major Leno Carmo, o bairro da Pedreira conta com uma estrutura de policiamento, contendo viaturas, motocicletas que funcionam 24 horas e policiamento a pé, além de bases móveis e operações atuando naquele bairro. Sobre as denúncias de tráfico de drogas, o Major disse que já foram feitas várias prisões envolvendo traficantes.
(Diário do Pará)
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