A Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho do Pará (Assintra) realizará um ato público na manhã desta terça-feira (28), no térreo do prédio da Superintendência Regional do Trabalho. A data comemora o dia do auditor fiscal do trabalho, o dia de combate ao trabalho escravo e marca também os dez anos da chacina de Unaí quando três auditores e um motorista foram mortos em uma emboscada na estrada.
Em Belém, os servidores organizam uma paralisação que objetiva a conscientização do público e entrega de cartilhas para marcar a data e pedir o julgamento e a condenação de todos os réus. Até o momento, dos nove indiciados, apenas três foram julgados e condenados.
Para a Presidente da Assintra, Gladis Vasconcelos, os auditores que morreram são mártires para um país mais justo. “O estado do Pará é campeão de registros de trabalhadores vivendo em regime de escravidão, mas o número de Auditores para atuar em uma dimensão como o nosso Estado ainda é bem reduzido. Temos apenas 87 auditores, sendo que o ideal seria 224”, avalia.
O caso está sendo avaliado pelo Supremo Tribunal Federal que analisa recursos como habeas corpus impetrados por um dos acusados de ser o mandante do crime.
(DOL com informações da Assintra)
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