Os cerca de 400 catadores de lixo do aterro sanitário do Aurá que interditam nesta segunda-feira (27) a rodovia BR-316 no sentido Ananindeua/Belém, ameaçam fechar o outro lado da pista caso não consigam ter sua reivindicação atendida.
Os manifestantes, concentrados em frente à prefeitura de Ananindeua, pedem uma audiência com o prefeito Manoel Pioneiro para discutir a política de desativação do aterro, que atente à Região Metropolitana de Belém.
Uma comissão de catadores foi recebida para negociação, mas foi informada de que o prefeito não estava no local, e estão reunidos com o procurador da prefeitura
Segundo os trabalhadores, havia um acordo com a prefeitura de que os catadores seriam retirados do Aurá até agosto deste ano, quando seria paga uma indenização. Entretanto, eles afirmam que foram informados que deverão ser retirados do local até o mês de março, e que a indenização não será paga.
“Queremos nosso dinheiro. Ninguém aqui é ladrão ou vagabundo. Fizemos um trabalho de cunho ambiental por muito tempo, queremos o nosso direito garantido. Apenas isso”, afirma uma das catadoras identificada como Ana.
A interdição da pista já dura mais de uma hora. O trânsito está muito congestionado, e os motoristas podem sentir dificuldades de trafegar na pista desde o município de Santa Izabel do Pará.
O DOL entrou em contato com a prefeitura de Ananindeua, que afirmou que irá divulgar um posicionamento sobre o caso.
(DOL com informações de Jorge Anderson/Rádio Clube)
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