Seja para o lazer nos fins de semana ou como meio de locomação diário, as bicicletas têm voltado à cena nos grandes centros urbanos brasileiros. Em Belém, não é diferente. São muitos os que escolhem o ciclismo como esporte, como opção de lazer ou mesmo de transporte.
A estudante Thaíssa Araújo começou tímida, arriscando pegar a bicicleta de vez em quando para ajudar na dieta. Tomou gosto pela brincadeira e ingressou em um grupo de ciclistas de Belém. “Hoje faço passeios e também uso a bicicleta quando preciso fazer pequenas compras”, conta. Mas ainda não é fácil. Existe uma guerra entre carros, motos e bicicletas no trânsito. Lívia acredita que o espaço das bicicletas deve ser respeitado, sem imposição. “A cidade só tem a ganhar com mais ciclistas nas ruas”.
Suzanne Silva, do grupo Top Bike Belém concorda. “Depois que comecei a praticar o ciclismo melhorou minha saúde, disposição e bem estar. Além disso estamos usando um meio de transporte não poluente e que ajuda a desafogar o trânsito”, relata.
Ela conta que os encontros do grupo costumam reunir cerca de 200 pessoas. Eles são divididos em dois grupos: o de iniciantes, que circula pelo centro da cidade e pontos históricos da capital, e o de avançados, que costuma percorrer até Icoaraci ou Ananindeua.
“O perfil de público também é bem variado, de diferentes profissões e com idades que variam de 15 a 75 anos. De 10 a 15 anos, eles devem estar acompanhados dos pais”, explica.
Suzanne, que pedala junto com o marido, recomenda que antes de iniciar a prática do ciclismo, o adepto procure fazer uma avaliação médica e não esqueça de fazer o alongamento. Equipamentos de segurança como capacete, luva e roupas adequadas também não devem ser esquecidos.
CHUVA NÃO É PROBLEMA
Mesmo a tradicional chuva de Belém não impede os ciclistas de praticarem o esporte. “Para quem gosta, nada importa”, diz Suzanne. “O importante é redobrar a atenção, já que as ruas ficam mais lisas”.
Outra regra de segurança, segundo ela, é respeitar os guias da equipe, assim como a sinalização do trânsito. O ritmo do grupo deve ser seguido: é proibido ultrapassar o líder. Outra recomendação é pedalar sempre pela direita, como fazem carros e motocicletas.
Sobre as ciclovias da cidade, como na rua dos Mundurucus e na Doca, Suzanne diz que ainda são poucas. “E nas que existem é sempre uma briga por espaço, já que são usadas por corredores e como estacionamento para veículos”, reclama.
MERCADO
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), estima-se que a frota de magrelas no Brasil seja de 70 milhões. Somente em 2013, foram fabricadas no País 4,5 milhões de bicicletas e este ritmo deve se manter em 2014.
Serviço:
Para saber mais sobre grupos de ciclistas acesse a página: hwww.facebook.com/Top-Bike-Bel
(Antonio Santos/DOL)
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