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ONG já foi alvo de quatro assaltos

A Organização Não Governamental (ONG) dos Ribeirinhos Vítimas de Acidentes de Motor (Orvam) foi inaugurada em 2011 em Belém. Hoje, a entidade mal está conseguindo se manter e, em geral, fica fechada. O primeiro problema está na segurança. Desde que foi i

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A Organização Não Governamental (ONG) dos Ribeirinhos Vítimas de Acidentes de Motor (Orvam) foi inaugurada em 2011 em Belém. Hoje, a entidade mal está conseguindo se manter e, em geral, fica fechada.

O primeiro problema está na segurança. Desde que foi inaugurada, a ONG já foi assaltada quatro vezes, sendo a última no dia 7 deste mês. “Levaram tudo. Nossos eletrônicos, cadeiras e o único computador que tínhamos com todos os cadastros”, conta a presidente da Orvam, Cristina Santos.

Esse único computador tinha sido adquirido através de doação, já que o que foi roubado anteriormente não foi reposto. A Orvam fica na avenida João Paulo II, Lote 134, bairro do Castanheira. A entidade, que trabalha no resgate da autoestima, combate o preconceito e promove a inserção no mercado de trabalho das vítimas de escalpelamento, atende cerca de 90 mulheres. “Mas hoje nenhuma delas quer sequer ir até a sede, porque se sentem inseguras”, lamenta.

Prefeito

Ao tentar contato com o prefeito Zenaldo Coutinho através de ofícios, tudo o que Cristina conseguiu foi falar com ele por telefone, onde foi informada de que, devido a uma liminar, o prefeito não podia designar a Guarda Municipal para a defesa da ONG.

“Até aí eu entendo, mas, quando perguntei sobre uma possível mudança de prédio, ele disse que não sabia o que podia fazer. Depois deu meu número para a presidente da Funpapa. Mas não sei de que vai adiantar”.

O contato com a presidente da Funpapa, Tonya Pinheiro, foi feito no dia 9 deste mês. Tonya afirmou que faria uma visita à ONG para discutir o que poderia ser feito, mas Cristina conta que, até agora, não obteve retorno. “Estamos no final do mês e nem tivemos notícias”.

A assessoria da Funpapa afirmou que até sexta-feira uma técnica vai até a Orvam fazer o levantamento de dados como o tipo de público que a ONG atende, se realmente é jurisdição do município, entre outros assuntos. Cristina Santos desabafa e afirma que tudo se resolveria com um novo espaço melhor localizado. “Atualmente não posso alugar nem vender, nem fazer nada no terreno, pois foi cedido pela prefeitura. Não tenho funcionários, só estagiários, realmente é muito complicado”.

(Diário do Pará)

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