O paraense parece mesmo ter aderido à possibilidade de ser contactado com a ajuda de duas, três ou até mesmo quatro operadoras diferentes.
As estatísticas de 2013, inclusive, mostram isso: o Pará, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui 7,5 milhões de habitantes, fechou o ano com nove milhões de linhas ativas na telefonia móvel. O segundo colocado na região é o Amazonas, com menos da metade, pouco mais de quatro milhões.
A publicitária Fabíola Lima conta com três linhas em três operadoras diferentes já há algum tempo. Para ela, uma opção que acabou se tornando mais eficaz do que ter apenas uma. “Possuo um número pós-pago e outros dois pré-pagos e esses eu uso basicamente para conexão de internet 3G. Ando com dois aparelhos, um com capacidade para um chip e outro com capacidade para dois. Se esqueço algum deles em casa, fico doidinha”, admite.
“Ter três números é uma garantia de que qualquer um me acha a qualquer momento, porque tem operadora que não pega bem em determinado bairro ou município, mas com a outra não tem esse problema. Ou tem uma em que o tráfego de internet é melhor que outra. Já morei em outras capitais e garanto que isso não é uma coisa que acontece só no Pará, é muito comum ver gente com mais de um número”, afirma.
“Acaba saindo mais barato do que manter só um por causa das vantagens que cada operadora oferece. Mas é meio incômodo carregar dois aparelhos, sim. Provavelmente eu não precisaria disso se nossos serviços de telefonia fossem bons de verdade”, analisa.
Praticidade
Para lidar com a dificuldade de ter o noivo morando em outra cidade, a autônoma Camila Gama deixou de ser “monogâmica” em seu relacionamento com a telefonia celular. “Há uma operadora que cobra R$ 0,20 por dia para falarmos o quanto quisermos, então compramos mais um número cada um. Sem contar que, vira e mexe, uma sai do ar, entra em manutenção, aí tem a outra para usar”, afirma. “Lá em casa, minha mãe e outros parentes meus também têm mais de uma linha, mais por conta das promoções que as operadoras oferecem para quem quiser se comunicar com quem é da mesma operadora. Acaba saindo mais barato. O chato é carregar dois aparelhos, ter sempre de lembrar que são dois telefones para colocar no silencioso, dependendo do local onde eu estiver”.
A cerimonialista Karen Leão possui dois números basicamente por conta de sua profissão e diz que não tem interesse em optar por apenas um deles tão cedo. “Uma das linhas é em uma operadora que muita gente tem, a outra linha nem tanto. Tem cliente que só pode ligar para uma ou para outra, então eu tenho as duas. Sem contar que, se falha a internet de uma, e eu preciso de internet o tempo todo, tem uma segunda opção. O chato é ter de optar ou por um aparelho de dois chips, que não é o meu preferido, ou carregar dois telefones”.
(Diário do Pará)
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