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Prefeitura explicou compra do Porto Dias

A Câmara Municipal de Belém (CMB) promoveu na manhã de ontem uma audiência pública sobre a compra do Hospital Porto Dias para abrigar o Hospital Municipal de Retaguarda (HMR). Participaram da audiência Teresa Cativo, da Secretaria Municipal de Coordenação

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A Câmara Municipal de Belém (CMB) promoveu na manhã de ontem uma audiência pública sobre a compra do Hospital Porto Dias para abrigar o Hospital Municipal de Retaguarda (HMR). Participaram da audiência Teresa Cativo, da Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão (Segep), a secretária municipal de saúde, Selma Andrade, entre outros órgãos relacionados à saúde no município.

O objetivo da audiência, convocada pelos vereadores Marinor Brito e Chiquinho, ambos do PSol, era esclarecer diversos pontos ainda desconhecidos sobre o novo hospital. “Queremos saber quantos leitos, quais são os equipamentos, como se chegou a esse valor, qual banco fará o empréstimo, entre outros questionamentos”, explicou Marinor.

Selma Andrade, da Sesma, apresentou alguns dados sobre o novo hospital, porém não falou de valores financeiros ou de prazos. No total, o HMR deverá ter 300 leitos, divididos em diversas especialidades, como UTI, cirúrgico e ortopédico. “Funcionará em regime integral 24 horas, sete dias por semana. Todas as internações são realizadas mediante diagnósticos feitos nas unidades de pronto socorro”, explica. O PSM da 14 de Março passará por reformas quando o HMR estiver pronto para atender.

De acordo com a Sesma, o hospital funcionará em uma primeira etapa com 130 leitos, baseados no perfil de quem já está internado. Após plena habilitação, os 170 restantes também funcionarão. O diagnóstico de laboratório será terceirizado. Segundo Rejane Jatene, uma das autoras do projeto, o Porto Dias não tem estrutura laboratorial. “O posto de coleta permanece dentro do hospital.”

O coordenador do Movimento Popular de Saúde, Gerson Dumont, criticou o projeto: “Sim, teremos leitos de retaguarda em diversas especialidades, mas isso não é suficiente para nossa demanda. Não seria preciso isso se houvesse maior atenção para urgência e emergência”.

Para José Luís Marques, presidente do Conselho Municipal de Saúde, a saúde básica é um ponto importante a ser tratado. “Não se pode pensar em mudar a saúde de Belém se não cuidarmos disso. Tem que dar estrutura física? Sim. Mas também é preciso estrutura humana.” Esse mesmo ponto é defendido por João Gouvêa, do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa). “Não adianta ter equipamentos e não ter trabalhador satisfeito. Vamos avançar nas condições de trabalho de todas as unidades de saúde.”

A desapropriação e compra do Hospital Porto Dias se dará pelo valor de R$ 90 milhões. Rejane Jatene explicou que os servidores serão transferidos do PSM da 14 para o Porto Dias conforme a necessidade. “Haverá concursos. Se houver necessidade imediata, se faz a contratação até que o certame aconteça”, garante.

(Diário do Pará)

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