Moradores bloquearam com pneus e galhos de árvores a entrada da avenida Conselheiro Furtado, no perímetro entre Guerra Passos e Barão de Mamoré. O fechamento ocorreu para evitar a passagem de carros que criava verdadeiras ondas nos pontos alagados, levando a água para dentro das residências.
Morador há mais de 40 anos da vila Joana D’Arc, Marcelo Angelim afirma que os problemas são sempre os mesmos. “Desde que vim morar aqui sofremos com alagamentos. Não houve um prefeito que conseguiu solucionar nosso problema. Temos que bloquear a rua para evitar que os carros levem ainda mais água para dentro das casas”, indignava-se.
“Não é necessário uma tempestade para que a rua fique submersa, basta apenas 15 minutos de chuva para os moradores ficarem ilhados”, reclamou o agricultor Pedro Figueiredo, que ainda relata a situação de quem possui um veículo na garagem: “O pior é quando chove durante a madrugada. Temos que levar os carros para o ponto mais alto da rua, porque senão o nosso prejuízo só aumenta”.
Ilhados no Centro
Outro ponto crítico de alagamento ontem no centro de Belém foi o cruzamento entre a avenida Mundurucus e Alcindo Cancela. Lá, motoristas tiveram que enfrentar além do engarrafamento, verdadeiros rios. O taxista Ivan Nunes ficou quase três horas ilhado no ponto de táxi por conta da enorme quantidade de água acumulada na rua. “Fiquei preso no carro aguardando a água baixar. Infelizmente isso só é para dar prejuízo, porque fico sem poder fazer corridas”.
Pedestres também sofreram com os alagamentos de ontem. Para poder enfrentar a chuva e seguir caminho, acabam tendo que andar pela água contaminada. “Pagamos nossos impostos e o governo não resolve nada. Estamos cansados dessa situação. Ainda temos que correr o risco de pegar alguma doença colocando o pé nesta água”, protestou a estudante Alana Lima, 18 anos.
(Diário do Pará)
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