Querliane dos Santos, de 29 anos, denuncia que perdeu o filho por negligência na maternidade municipal, que funciona em uma ala do Hospital Regional de Tucuruí (HRT), na Vila Permanente, distante 7 quilômetro do centro da cidade. O marido, João Luiz Magalhães, registrou um Boletim de Ocorrência na seccional local e pede que sejam investigados os procedimento que chama de desumanos utilizados na maternidade.
De acordo com Querliane, sua gestação já havia passado três dias do período dos nove meses, quando procurou o Posto de Saúde da Família da Matinha, que funciona em uma residência na rua Lauro Sodré. Lá, a mãe foi atendida e orientada por uma enfermeira a ter perto feito através de cirurgia cesariano, mas sua gestação estava normal.
Dois dias depois, a mulher sentiu dores fortes e teve um sangramento, foi quando procurou a maternidade. Querliane foi atendida e os procedimentos de trabalho de parto foram iniciados por uma enfermeira, com análise da dilatação do colo uterino, mas, segundo a mãe, o seu parto cesariano foi negado e foi informado que "todos naquela maternidade eram realizados normais".
Ainda de acordo com relatos, somente após 12 horas, sofrendo com dores e sangramento, e após várias reclamações de outras pacientes, as enfermeiras a levaram para a sala de parto, e mesmo sem os 10 centímetros de dilatação, sem a presença da médica obstetra de plantão, iniciaram o parto normal com várias dificuldades. Com as dificuldades do parto, a criança acabou morrendo. A médica chegou à sala e tentou ouvir o coração da criança, mas em vão.
DENÚNCIA
Após registro na polícia do caso, Querliane e João Luís pedem que a justiça que as enfermeiras sejam responsabilizadas e punidas pela negligência em seu parto, inclusive que o Conselho de Enfermagem investigue o caso e casse a licença das profissionais. A mãe ausenta a médica de qualquer culpa. O casal também denuncia que a direção da maternidade proibiu o acompanhamento de familiares com as gestantes.
O corpo da criança foi necropsiado pela equipe do Instituto Médico Legal (IML), e após 30 dias será expedido laudo das causas da morte.
A reportagem tentou contato com a Maternidade Municipal de Tucuruí, mas sem sucesso.
(DOL, com informações de Wellington Hugles/Diário do Pará - Sucursal Tucuruí)
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