A greve dos trabalhadores em educação do município de Breu Branco chegou há uma semana nesta segunda-feira (10). A categoria deliberou pela deflagração do movimento depois da retirada de gratificações de ensino superior e do não cumprimento do reajuste do piso nacional para o magistério, com o valor atualizado em R$ 1.697,39, divulgado desde o final de janeiro pelo MEC.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintep), ainda no início de dezembro, a coordenação do sindicato tentou estabelecer mesa de negociação com o prefeito Adimilson Mezzomo, porém a negativa se repetiu e se mantém até hoje.
Em nota divulgada no site do Sintepp, o sindicato diz que avalia as condições do sistema educacional da cidade. "Mezzomo, que está em seu 1º mandato, dizia na campanha sonhar com uma gestão que melhorasse a vida dos moradores. O sonho do gestor se transformou em um pesadelo para os educadores e alunos. Além da precariedade do transporte escolar, a merenda não apresenta poder nutricional, vide a situação das 16 escolas que se localizam na zona rural. Com os cortes remuneratórios para o funcionalismo e o não cumprimento da Lei do Piso a situação tende a se agravar, pois uma categoria sem valorização profissional não tem como manter o andamento do ensino/aprendizagem", diz.
Ainda segundo o Sintepp, a coordenação da subsede de Breu Branco tem respeitado todos os trâmites institucionais, solicitando formalmente reuniões para dialogar com o prefeito e a secretaria de Educação, mas não teria havido retorno por parte da prefeitura em atender as demandas. A própria Comarca da cidade já apresentou parecer favorável a categoria e estabeleceu multa diária de 200 mil reais pelo não cumprimento da Lei do Piso e pela ilegalidade no corte de gratificações.
"Outra ação degradante tem sido a tentativa de coação por parte de diretores de escolas, que já ameaçam profissionais com perda de carga horária e transferência. Cabe lembrar o estabelecido na Lei 7.783, de 1989 que garante ao servidor público exercer seu direito de greve, logo tais ações com o intuito de intimidar os trabalhadores são ilegais e arbitrárias" diz o sindicato.
As principais pautas de reivindicação da categoria são: revogação da lei 773/13, que retirou a gratificação de nível superior e alterou adicional de tempo de serviço; hora atividade; lotação 2014; reajuste do piso salarial.
O Sintepp reitera que, no Pará, Breu Branco é o 5º município paraense que a categoria recorre a greve.
Por telefone, o DOL tenta contato com a prefeitura de Breu Branco, mas ainda não obteve retorno.
(DOL com informações do Sintepp)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar