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Pacientes ficam sem exames básicos

Segundo a direção do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), a Unidade de Saúde da Vila da Barca, no bairro da Sacramenta, chegou a tal ponto que exames básicos que compõem o Programa do Homem e do Idoso e ainda o Programa de Hipertensão, só são feitos

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Segundo a direção do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), a Unidade de Saúde da Vila da Barca, no bairro da Sacramenta, chegou a tal ponto que exames básicos que compõem o Programa do Homem e do Idoso e ainda o Programa de Hipertensão, só são feitos se o paciente pagar por eles em um hospital particular, já que desde o final de 2012 a Prefeitura de Belém não faz o repasse dos valores advindos do Sistema Único de Saúde (SUS) que bancam esses procedimentos básicos.

Audiências com os titulares da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e mesmo com o atual prefeito, Zenaldo Coutinho (PSDB), já foram feitas, mas nada teria mudado. A comunicação da prefeitura foi procurada para falar sobre as denúncias, mas não deu retorno.

“Quando a gente já foi ouvido pelo próprio prefeito, como aconteceu em audiência no final do ano passado e nada muda, a quem mais se pode recorrer?”, indaga Wilson Machado, membro da diretoria do Sindmepa. “A gente colocou isso no informativo (publicado na edição de domingo do DIÁRIO, no caderno Brasil) para ver se dessa forma a prefeitura toma uma providência. É ele (Zenaldo) quem tem o maior poder de decisão”.

Atrasos

O texto fala ainda que os médicos atuantes na unidade sofrem com os atrasos sistemáticos no pagamento dos plantões extras, precárias condições de trabalho e salários indignos pagos pela Sesma.

“Quando Zenaldo nos recebeu, falou que a história não era bem assim e que tomaria providências para regularizar os repasses, mas na verdade, isso se arrasta desde o final da gestão do prefeito Duciomar Costa (PTB), em 2012. Várias vezes em 2013 expusemos a situação à prefeitura e tudo continua na mesma. Certeza de que a ausência dos exames de PSA, para a próstata, e de dosagem de potássio e sódio atingem mais da metade dos pacientes que são atendidos lá diariamente”, relata o médico Agostinho Miranda, também integrante da diretoria do sindicato.

(Diário do Pará)

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