Começando o ano com aumento da inflação, que foi de 1,48% em janeiro deste ano, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Região Metropolitana de Belém (RMB), o paraense teve que gastar mais em itens para educação, despesas e serviços pessoais e com alimentação, segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Isso apesar da inflação aculada (fev/2013-jan/2014) ter sido menor que a registrada no mesmo período anterior.
De acordo com os resultados do estudo observa preços de mais de 300 produtos em cerca de 800 estabelecimentos, as despesas com mensalidades e matrículas escolares tiveram variação média de 8,35% e contribuíram para o aumento de gastos com a educação do paraense.
Segundo a coordenadora do núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do IDESP, Augusta Pereira este aumento na taxa de inflação já era esperado. “Já sabemos que a taxa tem um aumento no mês de janeiro devido chegada de despesas características deste mês como matrículas escolares, impostos e despesas com educação por isso o grupo de Educação, Leitura e Papelaria foi o que teve maior aumento com 2,91%”, explicou.
Grupos
No mês de janeiro todos os grupos registraram taxas positivas o que contribuiu para um aumento de 0,77 pontos percentuais acima do registrado em dezembro de 2013. “O aumento do salário mínimo contribui efetivamente para elevação em todos os grupos portanto, já consideramos o aumento da inflação em janeiro é pontual”, completou Augusta.
Já no grupo de despesas e serviços pessoais o destaque foi para o aumento de ingressos de futebol que estão 35,16% mais caros. No grupo de alimentação e bebidas peixes e crustáceos são o que pesam nas compras mensais com preços 12,15% mais caros. “A saída para quem deseja economizar na alimentação é pesquisar já que existe uma variação muito grande de preços em diversos estabelecimentos”, esclarece.
Segundo Augusta os próximos meses devem ser de altas nos preços decorrentes dos aumentos nos combustíveis praticados no mês de janeiro e que devem refletir no índice de fevereiro.
(Diário do Pará)
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